Política

Hugo Motta diz que "nunca existiu interesse" de tirar poder de ação da PF

Marina Ramos/Câmara dos Deputados
Em coletiva realizada nesta terça-feira (11), Hugo Motta diz que é prioridade o combate a organizações criminosas  |   Bnews - Divulgação Marina Ramos/Câmara dos Deputados
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 11/11/2025, às 23h34



O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, em coletiva realizada nesta terça-feira (11), afirmou que "nunca existiu interesse" de tirar da Polícia Federal o poder de investigação, como ficou a perceber diante do relatório do deputado Guilherme Derrite (PP/SP) sobre a chamada PEC Antifacções. Motta disse que é prioridade a aprovação de um projeto que ajude a combater as facções criminosas.

Derrite, por sua vez, corroborou a fala de Motta e também disse que incluiria sugestões do governo Lula ao projeto - ele disse, entretanto, que não foi procurado pelo governo para discutir a matéria. Ele deve retirar do texto trechos que classificam organizações criminosas brasileiras como terroristas.

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A Polícia Federal viu o relatório de Derrite como um ataque à corporação, dada a ideia de que seria necessário submeter aos governadores dos estados as investigações realizadas. Os policiais federais também se ressentiam da tramitação do PEC da Blindagem - o projeto previa que ações contra parlamentares só teriam prosseguimento com a anuência das casas legislativas. Aprovado na Câmara dos Deputados, o projeto foi arquivado pelo Senado.

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