Política
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, esteve em Salvador, neste sábado (08), para lançar a chapa de porta-vozes nacionais do seu partido, a Rede Sustentabilidade. Na ocasião, ela comentou sobre as declarações do presidente Lula (PT) a respeito da demora por parte do Ibama na autorização da pesquisa para a exploração de petróleo na Margem Equatorial, região com 16 poços em uma área que se estende pela costa de seis estados. No mês de fevereiro, o petista fez críticas ao órgão ambiental.
“Nós precisamos autorizar que a Petrobras faça pesquisa [na Margem Equatorial], é isso que queremos. Se depois vamos explorar é outra discussão, o que não dá é ficar nesse lenga-lenga. O Ibama é um órgão do governo, e parece que é um órgão contra o governo”, disse o presidente, na ocasião. Marina afirmou ao BNews que o Ibama tem feito o seu papel.
"Tem apresentado seus relatórios técnicos. O presidente Lula tem uma atitude de respeito pelo Ibama. Fortaleceu o Ibama com concursos públicos, tem fortalecido o Ibama dando todo o suporte para as nossas ações de combate ao desmatamento, que, aliás, reduzimos desmatamento em 45% na Amazônia, em 48% aqui no cerrado, que estava numa curva de alta quando nós assumimos o governo, tivemos uma redução de mais de 70% no Pantanal. As instituições públicas, elas são fundamentais. No governo Bolsonaro, a Anvisa, o Ibama, a Funai e outras instituições foram muito perseguidas. O ICMBIO também foi perseguido. No governo do presidente Lula desde a transição. a postura foi de fortalecimento da política ambiental. Tanto é que temos compromisso com a agenda de enfrentamento à mudança do clima, temos compromisso com a transformação ecológica, fizemos metas de redução de CO2 que são ousadas de 59 a 67% e temos compromisso com desmatamento zero, que é uma atitude corajosa do presidente Lula até 2030", disse.
A ministra declarou que a autorização para a pesquisa do 'novo pré-sal' pela Petrobras está em processo de licenciamento ambiental. Ela falou também sobre as possíveis divergências com o presidente Lula a respeito do assunto.
"Bem, o processo está na fase do licenciamento ambiental. Em um governo republicano, como é o governo do presidente Lula, em que as instituições como Ibama, como Anvisa, Funai são respeitadas, há que se esperar a análise dos técnicos. Os técnicos do Ibama estão fazendo a sua avaliação e eu costumo dizer, o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama, eles nem dificultam, nem facilitam, eles cumprem aquilo que está em conformidade com a lei. E o presidente Lula preza pelo cumprimento da lei, pelo fortalecimento das instituições, tem compromisso com a agenda do clima, do desenvolvimento sustentável, da melhoria da qualidade de vida do nosso povo. É assim que nós temos feito esse debate dentro do governo, considerando aquilo que eu já disse, as decisões estratégicas sobre exploração de energia, qual vai ser a matriz energética do Brasil, que já é uma matriz energética limpa, que tem em fontes seguras e renováveis, como é o caso da energia de hidroeletricidade, de biomassa, do vento e do sol. Essa é sempre uma decisão que é feita pelo Conselho Nacional de Política Energética. E o Brasil é o país do endereço das energias renováveis. O Brasil vai ser, eu espero, o endereço dos investimentos limpos, verdes, de baixo carbono. Por isso que todos esses debates eles são muito importantes, mas no caso da exploração de petróleo na foz da Amazônia é uma decisão técnica, como eu tenho dito reiteradas vezes, que será feita pelos técnicos do Ibama", concluiu.
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