Política

Imbassahy comenta chances de Jerônimo e crava que reeleição de Lula depende da Bahia

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Para o ex-prefeito, o estado terá papel decisivo na disputado pelo Palácio do Planalto  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Ricardo Stuckert - PR
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 23/01/2026, às 10h47 - Atualizado às 10h49



A Bahia terá, mais uma vez, um papel decisivo nas eleições de 2026. Essa é a avaliação que o ex-prefeito de Salvador, Antônio Imbassahy, fez durante entrevista ao programa Giro Baiana da Rádio Baiana FM (89,3 FM) nesta sexta-feira (23).

Na conversa com o apresentador José Eduardo, o ex-gestor fez uma projeção da disputa pelo Palácio do Planalto e revelou números que mostram a importância do estado na vitória do presidente Lula em 2022. 

“Na última eleição, quem deu a vitória ao presidente Lula foi a Bahia. Lula perdeu em São Paulo por 2,7 milhões, perdeu no Rio por 1,2 milhão e em Minas Gerais praticamente empatou com 50 mil votos de diferença. Somados os resultados de São Paulo e Rio dá 3,9 milhões. Na Bahia, Lula ganhou com 3,7 milhões e anulou o Sudeste, e os três maiores colégios eleitorais do Brasil”, informou. 

Imbassahy acredita que o PT sabe da necessidade de garantir um bom desempenho de Lula na Bahia, o que, por consequência, deve impactar diretamente na disputa pelo governo local, o que beneficia a reeleição de Jerônimo Rodrigues

“Dois estados serão motivos de muita tensão por parte do PT nas eleições: São Paulo e Bahia. São Paulo para que Lula não perca de muito e a Bahia para que Lula ganhe de muito. Temos uma circunstância que isso acaba rebatendo na eleição local", projetou

O ex-prefeito também disse que a eleição na Bahia tem o histórico de eleger governadores e senadores conectados com o presidente, mas o desgaste de 20 anos no poder pode pesar contra Jerônimo.

“Quando você demora muito tempo no poder, acaba levando a um processo de exaustão, de fadiga. A democracia pressupõe a mudança de poder, então é realmente uma coisa muito longeva. Eu vejo até qualidades no governador, é uma pessoa cordial, afável, mas muita gente diz que ele não tem o perfil do bom administrador, mas vamos saber disso agora na eleição. Quem vai dar a sentença final é a população”, pontuou.

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