Política
por Rebeca Santos
Publicado em 21/11/2025, às 09h00
A campanha de Pablo Marçal (PRTB) à Prefeitura de São Paulo em 2024 chamou muita atenção porque ele usava vídeos curtos e “virais” espalhados em grande quantidade nas redes sociais.
Isso acabou criando um verdadeiro boom de empresas e ferramentas digitais que ajudam a produzir e disparar esse tipo de conteúdo.
Nessas empresas, os “clipadores” (pessoas que cortam e editam os vídeos) recebem prêmios em dinheiro dependendo de quantas visualizações e curtidas os vídeos conseguem.
Hoje, nas redes sociais, é fácil encontrar várias empresas que vendem ferramentas para fazer vídeos virais, criam perfis novos para postar o material e até organizam campeonatos de cortes.
Nesses campeonatos, quem consegue mais alcance ganha dinheiro. O material mais usado geralmente vem de podcasts e programas de debate.
O foco principal desse mercado são celebridades, influenciadores, artistas e marcas, mas também existem muitas páginas que só postam trechos curtos de políticos de esquerda, direita e centro falando em entrevistas, lives ou eventos.
“Politica é o que mais gera view e engaja”, afirma um usuário de um chat hospedado em uma comunidade no Discord que organiza torneio de cortes
Nas conversas desses grupos, os próprios clipadores dizem que ficam preocupados se os vídeos de política feitos em troca de dinheiro podem levar a alguma punição das plataformas.
“Estou querendo saber como vai funcionar em política ano que vem. Não quero ser preso por postar 300 cortes por dia”, diz outro usuário.
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