Política
por Claudia Cardozo e Daniel Serrano
Publicado em 29/04/2026, às 16h22 - Atualizado às 16h22
A Câmara dos Deputados instalou na tarde desta quarta-feira (29) a comissão especial que vai analisar a possibilidade de reduzir a jornada de trabalho no Brasil, popularmente conhecida como o fim da escala 6x1.
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O colegiado é presidido pelo deputado Alencar Santana (PT-SP) e conta com o baiano Leo Prates (Republicanos) como relator. A comissão vai se dividir ao longo de dez sessões até chegar no texto final.
No entanto, quem chamou a atenção na primeira sessão da comissão especial foi outro deputado federal baiano. O Pastor Sargento Isidório (Avante) foi flagrado com capacete laranja e com um cartaz com os dizeres: "Trabalhadores têm família e não são robôs. Escala 5x2 já!". Ainda durante a audiência, o parlamentar foi flagrado almoçando.
Em entrevista ao BNews concedida após a sessão, Pastor Isidório saiu em defesa da redução da jornada de trabalho para os brasileiros.
"A gente aqui às vezes não tem tempo nem de se coçar. Às vezes fala-se muito mal de deputado e senador, do político. Mas o político, o que ele quer trabalhar, trabalha. Eu estava presidindo a Comissão de Serviços Públicos e Administração. Priorizei essa escala 5x2, sem corte de salário e sem aumento na jornada", disse.
"Desde ao longo dos anos aí atrás, que eu estou lutando, que eu cheguei aqui em 2019, por essa escala. Priorizei e apertei ela agora, quando eu fui presidente e estou honrado por fazer parte da comissão agora, que vai colocar um ponto final positivo", acrescentou.
O Pastor Isidório lembrou ainda que alguns direitos trabalhistas, como férias e o 13º salário, também foram criticados e que poderiam causar desemprego, o que não ocorreu.
"Você sabe o que é um trabalhador estressado? Ele vira desgraça, quer quebrar a máquina, faz miséria. Por quê? Porque nem que ele queira, o cansaço físico dele. Quem enche a bunda de Judas é mulambo. Os trabalhadores devem ser respeitados. Por que eles vão ficar trabalhando até a exaustão?", questionou o parlamentar.
Por fim, o deputado baiano defendeu que seja aprovado o momento favorável tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado para aprovar a redução da jornada de trabalho.
"Eu acredito que deputados que têm consciência, nenhum deles nem delas ficará contra esse projeto. Eu vejo falar em um monte de hora trabalhada, hora trabalhada. Isso é conversa de sacana. Uma pessoa quer ganhar por hora trabalhada? Imagine se pagar a deputada e a senadora e a política por hora trabalhada. Quem é que não faz a proposta de pagar os políticos hora trabalhada? Então, não tem que ser hora trabalhada, não tem que ser jornada de trabalho", finalizou.
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