Política

Jabá? Prefeitura de SP gasta R$ 837 mil com vídeos feitos por Leo Dias sem indicação de publicidade, diz revista

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A Prefeitura de São Paulo pagou cerca de R$ 837 mil ao portal Leo Dias entre 2023 e 2024  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Instagram

Publicado em 25/01/2025, às 11h10   Rebeca Santos



A Prefeitura de São Paulo pagou cerca de R$ 837 mil ao portal Leo Dias entre 2023 e 2024 para a produção de conteúdo e publicidade sobre a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), de acordo com uma reportagem da revista Piauí, que analisou os registros do Portal da Transparência da prefeitura da capital paulista.

Em um dos vídeos, Nunes aparece ao lado da primeira-dama Regina, durante a festa de réveillon na capital paulista, sendo entrevistado por Leo Dias. A entrevista segue um teor positivo, com o jornalista elogiando o esquema de segurança do evento e a iniciativa de manter o transporte público funcionando durante a madrugada para atender ao público.

De acordo com os dados analisados pela revista Piauí, a prefeitura paulista pagou R$ 192,5 mil pela cobertura do evento naquele ano, que incluia R$ 50 mil direcionados especificamente ao blogueiro. O vídeo teve 603 mil visualizações no Instagram do jornalista.

Planilhas da Secretaria de Comunicação detalham que o portal Leo Dias deveria realizar “dez stories no local direto da Avenida Paulista com as imagens dos shows e do público. No dia 1 de janeiro: seis vídeos das entrevistas que Leo Dias fizer com os artistas que irão se apresentar e seis matérias no portal Leo Dias. Todos os reels do feed do Instagram serão postados nos stories.”

O portal também recebeu R$ 142 mil por “inserção de banners” da gestão de Nunes entre os dias 22 e 31 de dezembro de 2023.

Em fevereiro de 2024, Leo Dias recebeu mais R$ 118,7 mil para divulgar a campanha municipal “Amor por SP”. No mês anterior, o jornalista cobriu o aniversário da cidade por R$ 220 mil.

Segundo a reportagem, “os contratos cessaram ao longo do ano e não há qualquer registro de trabalho no período eleitoral, o que seria proibido”.

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