Política

Jaques Wagner chama atitude de Davi Alcolumbre de 'exagerada' e defende Jorge Messias para o STF

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Jaques Wagner critica Davi Alcolumbre sobre indicação ao STF  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / Bnews
Bruna Rocha e Anderson Ramos

por Bruna Rocha e Anderson Ramos

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Publicado em 01/12/2025, às 11h25 - Atualizado às 11h30



Durante a sessão especial de outorga da Comenda 2 de Julho ao secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Mendonça Sadré Martins, nesta segunda-feira (1°), o senador Jaques Wagner (PT-BA) classificou como “exagerada” a reação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AM), diante da indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Tem toda uma confusão nessa história. A prerrogativa de indicar alguém para o Supremo é do presidente da República, sempre foi e sempre será. Nunca houve rejeição para a presidência da Corte, e espero que essa não seja a primeira vez”, afirmou Wagner ao BNEWS.
Segundo o senador, havia uma torcida por parte de Alcolumbre pela escolha do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mas a decisão cabe exclusivamente ao presidente da República. “Jorge Messias tem reputação ilibada, grande saber jurídico, atendeu a presidente Dilma e agora atende o presidente Lula. A reação do presidente da Casa, na minha percepção, foi exagerada”, completou.
A fala de Wagner faz referência à nota oficial divulgada pelo Senado Federal no domingo (30). No texto, Alcolumbre afirma: “É nítida a tentativa de setores do Executivo de criar a falsa impressão, perante a sociedade, de que divergências entre os Poderes são resolvidas por ajuste de interesse fisiológico, com cargos e emendas. Isso é ofensivo não apenas ao presidente do Congresso Nacional, mas a todo o Poder Legislativo”.
Wagner também voltou a defender a reputação de Jorge Messias e ressaltou que, há anos, o Senado rejeita interferências indevidas no processo de escolha de indicados ao STF. A indicação do advogado-geral da União foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a cadeira deixada pelo ministro aposentado Luís Roberto Barroso.
O senador ainda destacou que alguns comentários sugeriram que seria mais interessante esperar a “poeira abaixar” para realizar a sabatina de Messias, agendada para o dia 10 de dezembro. No entanto, para Wagner, isso não é necessário.
“São correntes diferentes de pensamento. Há quem ache interessante postergar, para ‘esfriar’ o clima. Eu sou da linha de que, se tem que resolver, vamos resolver. Todo mundo já sabe os motivos de cada um, todo mundo sabe que a prerrogativa é do presidente”, pontuou Wagner.
“Houve um episódio semelhante com o ministro André Mendonça. Naquela ocasião, foi o contrário: não colocavam a indicação para votar e demorou três, quatro, cinco meses. Quando finalmente foi ao plenário, ele teve 47 votos e foi aprovado. Tive essa mesma conversa ontem com o presidente. Eu estava em Brasília, vim para este ato e volto agora, mas o presidente ainda não bateu o martelo”, completou.
“Ele certamente está discutindo isso com o Jorge Messias, comigo, com a ministra Gleisi e com outras pessoas. Deve estar conversando hoje com o senador relator, Weverton (PDT-MA). Ele o convidou para uma reunião, era para ter sido ontem à noite, eu estava lá para isso, mas acabou não acontecendo. A conversa deve ocorrer hoje”, concluiu Wagner.

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