Política

Jaques Wagner diz que fim da 6x1 não irá ‘acabar’ com a economia

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Senador defendeu avanço da PEC e citou o fim da escravidão e a criação da carteira de trabalho para rebater argumentos contrários a mudanças nas relações de trabalho  |   Bnews - Divulgação BnewsTV
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 14/10/2026, às 08h38



O senador reeleito Jaques Wagner (PT) participou na manhã desta quarta-feira (14) do programa Giro Baiana, da Rádio Baiana FM (89,3) e transmitido simultaneamente na BNewsTV, e falou sobre o avanço da PEC do fim da escala 6x1 no Senado.

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O parlamentar citou avanços trabalhistas como o fim da escravidão e a criação da Carteira de Trabalho para defender o avanço da pauta, que deve ser votada nesta quarta na Casa.

O Brasil tem uma medalha triste: foi o último país a acabar com a escravidão dos negros africanos aqui nas Américas, o último país. E, naquela época, os representantes dos privilegiados de então diziam: 'Se acabar com a escravidão, o mundo vai vir abaixo, a economia brasileira não se sustenta'. Acabamos, atrasadamente, com a escravidão e a economia brasileira não se acabou. Ao contrário, a economia brasileira prosperou", disse Wagner.

"Depois, quando chegou em Getúlio Vargas, que criou a Carteira de Trabalho e o salário mínimo: 'O mundo vai se acabar, a economia vai se acabar'. Não se acabou. Aí chega o presidente Lula, conhece a realidade das pessoas que trabalham, que vivem do seu suor, instituiu o aumento do salário mínimo acima da inflação, ou seja, um ganho real", afirmou.

O senador disse ainda que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tirou o salário mínimo acima da inflação.

Quando chegou Bolsonaro, de novo ele ceifou isso aí, acabou com o ganho real do salário mínimo. E se o presidente Lula não tivesse retornado a partir deste terceiro mandato, o ganho real, quem ganha salário mínimo — e é bom lembrar, 70% dos aposentados brasileiros ganham um salário mínimo —, portanto, eles estariam hoje ganhando por ano R$ 2.000 a menos. Para um superprivilegiado, R$ 2.000 pode ser a garrafa de um vinho ou de um uísque, mas para uma pessoa que ganha o salário mínimo, R$ 2.000 por ano pode representar mais comida na mesa, uma roupa mais moderna, uma roupa melhor, um puxadinho que você vai fazer em casa, estender ou ajudar um filho a fazer a sua casa", afirmou.

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