Política
Publicado em 25/11/2024, às 12h20 Bernardo Rego e Daniel Serrano
O senador Jaques Wagner (PT) participou, na manhã desta segunda-feira (25), de um encontro de prefeitos que aconteceu em um hotel localizado no bairro do Stiep, em Salvador. Em conversa com a imprensa, o parlamentar falou sobre os cortes que o governo federal vai precisar fazer para cumprir a meta fiscal.
[...] Tem coisa que é gasto e tem coisa que é investimento. Fazer 22 hospitais na Bahia é investimento. Botar lá dentro o médico, enfermeiro, para mim é investimento para atender as pessoas. Então é melhor precisar mais o que quer dizer corte de gasto. Porque quando você fala em fazer corte de gasto, bulindo com o interesse dos graúdos, aí ninguém quer. Quer fazer em cima de salário mínimo, em cima de verba de saúde, em cima de verba de educação. Aí é o tipo de corte injusto. Você vai cortar de quem mais precisa para manter privilégios. E eu não estou falando de quem é de classe média, estou falando dos graúdos. Então, na minha opinião o presidente Lula está bem equilibrado nesse ponto, está olhando aquilo que pode fazer, evidente que nós defendemos a responsabilidade fiscal. Agora, tem que saber onde é que corta. Você não corta a comida do seu filho, é melhor cortar um luxo qualquer que você tenha. E nós não vamos cortar comida na boca do povo brasileiro para poder atender a essa ou aquela regra”, pontuou o senador.
Wagner também comentou sobre o Projeto de Lei que pretende anistiar os envolvidos nos atos do dia 8 de janeiro e se considera que a matéria será arquivada após uma investigação da Polícia Federal a respeito de um possível plano de assassinato contra o presidente Lula.
“Eu espero que seja. Porque, repare, existe, em vários momentos da história brasileira, alguns momentos que aconteceram a anistia, o final do regime militar-civil de 1964, houve a votação da uma lei da anistia que encerrava um ciclo histórico. O caso do 8 de janeiro não tem nada a ver com isso, não foi um ciclo histórico que se encerrou, foi uma tentativa de acabar com o estado democrático de direito, com a depredação vergonhosa da sede do executivo, do legislativo e do judiciário. Eu não vejo por que você anistiar, eu acho até que tem muito inocente útil ali, pessoas que foram levadas, por isso eu digo, seja um conservador, mas não seja um fanático manipulado, querendo dar soco em todo mundo, soltar bomba e acabar morrendo, porque alguém lhe disse que a vida é tocada assim. Defender suas ideias, vai pregar suas ideias, mas não com a arma na mão ou com a bomba na mochila”, chamou a atenção. “Então, na minha opinião, aquele ato não cabe anistia”, acrescentou.
O senador aproveitou para falar sobre a cirurgia ortopédica a que foi submetido há cerca de um mês e disse sentir saudade de Brasília, porque segundo ele, a política está bastante agitada. O político acredita que, após exames de imagem, deverá retomar os trabalhos no Congresso Nacional em meados de dezembro.
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