Política

Jaques Wagner sobre a Ponte Salvador–Itaparica: 'Demorou, mas vai sair em 2030'

Divulgação/Concessionária Ponte Salvador-Itaparica
Na inauguração da nova Rodoviária, ele rebate a oposição e afirma que o grupo do PT segue entregando obras estruturantes para Salvador  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Concessionária Ponte Salvador-Itaparica
Redação BNews com informações de Rebeca Santos

por Redação BNews com informações de Rebeca Santos

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Publicado em 12/01/2026, às 07h56 - Atualizado às 07h56



O senador Jaques Wagner (PT-BA) voltou a falar sobre a entrega da Ponte Salvador-Itaparica, obra considerada estratégica para a mobilidade e o desenvolvimento da Bahia. Na manhã desta segunda-feira (12), o senador reconheceu a demora no andamento do projeto, mas afirmou que se trata de um empreendimento de grande porte, sujeito a ajustes e desafios.

“Da demora, obra grande é assim mesmo. Tivemos a Covid pelo meio, com a Covid os preços dos insumos subiram muito. Tivemos que fazer uma repactuação. Nosso país, felizmente, a democracia tem Tribunal de Contas, tem Ministério Público, e deu muito trabalho pra gente conseguir aprovar perante o Tribunal de Contas do Estado, que eu agradeço, a nova equação”, disse durante a entrega das chaves do novo Terminal Rodoviário de Salvador ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Segundo o parlamentar, os trabalhos já avançam com sondagens e a expectativa é de que a ponte esteja em funcionamento até 2030: “Eu continuo dizendo que até 2030 a gente vai ver essa ponte circular. Eu gostaria que ela circulasse antes, mas quando eu falei de metrô muita gente ironizou, queriam BRT, e eu disse ‘não, vamos fazer metrô’ e fizemos. Estamos fazendo VLT. Então, na minha opinião, a ponte demorou, mas vai sair.”

Wagner ressaltou ainda que o projeto é fruto de um esforço coletivo de quase duas décadas: “Esse grupo, em 19 anos de trabalho, perpassando por três governadores, tem dado muita contribuição à Bahia na área de saúde, educação, assistência social, apoio à agricultura familiar, ao agronegócio e aos estudantes.”

Nova Rodoviária de Salvador
Na mesma ocasião, Wagner rebateu críticas da oposição e destacou o impacto da obra para a capital baiana.

“Eu acho que essa entrega é um crescimento de Salvador feito pelo Governo do Estado. Quando cheguei à Bahia, há cinquenta e um, cinquenta e dois anos atrás, estava acabando de construir a atual Rodoviária, a velha Rodoviária, no Iguatemi. Cinquenta anos depois, Salvador cresceu muito. Aquele local virou um furacão do ponto de vista de tráfego, por mais que a gente tenha feito o metrô”, afirmou.

Para o senador, o novo terminal está à altura da importância de Salvador: “Seja pela posição, seja pela dimensão, seja pelos serviços que estão aqui implementados, eu diria que essa Rodoviária está à altura da terceira maior capital do país, que é Salvador. Depois de São Paulo e Rio, nós já ultrapassamos Belo Horizonte.”

Ele destacou ainda a integração com diferentes modais e os serviços disponíveis: “Aqui você vai ter conforto: metrô de um lado, VLT do outro, interligando quem chega do interior ou de outros estados para vários pontos da cidade. Aqui mesmo você vai ter muitos serviços, seja comércio, seja serviço do governo. Ela, como Rodoviária, é a maior do Norte-Nordeste, e é a maior área comercial do Norte-Nordeste.”

Unidade política
Wagner aproveitou para reforçar a ideia de continuidade administrativa e política na Bahia: “O grupo aqui não cansa, porque o grupo sempre se substitui. O grupo não tem um dono só. Eu dei o pontapé inicial, Rui tocou a bola, e quem faz gol agora é Jerônimo. Os jogadores são diferentes, mas o conceito é o mesmo: inspirado no modo de governar do presidente Lula, que é fazer mais por quem mais precisa.”

O senador lembrou ainda investimentos recentes em Salvador, como a entrega de nove encostas no bairro Pau da Lima, e ressaltou o ambiente positivo para o futuro: “Nós estamos entrando em 2026 com 69% da população ingressando com otimismo. Significa que ela acredita que o que está sendo feito está bom e vai melhorar. Esse ambiente é extremamente favorável. E não é à toa: é a menor inflação, o menor desemprego, é a maior taxa de renda familiar que nós temos.”

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