Política

Jerônimo chama ACM Neto de “anti-Lula” e faz alerta a eleitores do petista na Bahia

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Jerônimo Rodrigues aponta ACM Neto como o principal opositor de Lula e critica suas declarações  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Héber Araújo e Davi Lemos

por Héber Araújo e Davi Lemos

Publicado em 04/08/2026, às 19h35 - Atualizado às 19h45



O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), classificou nesta terça-feira (4) o adversário ACM Neto (União Brasil) como o principal nome “anti-Lula” no estado. A declaração foi dada durante uma agenda com representantes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomercio-BA), em Salvador, ao comentar as recentes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o desejo de ver a capital baiana administrada por um aliado.

“Na Bahia, quem vota no Lula tem que saber que o ACM Neto é o anti-Lula na Bahia”, afirmou Jerônimo. O petista também associou o ex-prefeito de Salvador ao bolsonarismo e relembrou declarações atribuídas ao adversário contra o presidente. “Ele não é bolsonarista só. O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, ele é anti-Lula. Quem vota em Lula tem que saber que ACM Neto já prometeu uma surra no Lula”, declarou.

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Ao abordar a fala de Lula sobre Salvador, Jerônimo argumentou que o presidente não estaria preocupado apenas em ter um aliado político à frente da prefeitura, mas com a administração da cidade. “Ele falou aquilo querendo ver Salvador bem tratada”, disse. Na sequência, citou áreas como limpeza urbana, transporte e encostas e acrescentou: “Ele apontou que nós cuidamos bem da Bahia, vamos cuidar bem de Salvador”.

Jerônimo também comparou o cenário político atual com o encontrado nas eleições de 2022. Segundo o governador, naquele momento o bolsonarismo tinha maior capacidade de polarizar o país. “Nós tínhamos uma eleição que, no nacional, tínhamos o Lula forte, mas tínhamos um candidato da oposição que dividiu o Brasil. O bolsonarismo dividiu o Brasil”, avaliou. Para o petista, embora o movimento tenha permanecido após deixar o governo federal, “não foi com a mesma força”.

O governador afirmou ainda que a conjuntura econômica e social é diferente, citando emprego, inflação e redução da pobreza e da fome. “Nós estamos vivendo [...] um cenário de emprego, um cenário de economia estabilizada, de inflação baixa, nós estamos falando de redução drástica da pobreza, da fome”, disse. Jerônimo ponderou, porém, que a melhora das condições sociais amplia as demandas da população: “Essas pessoas que saíram da fome e da pobreza, eles não galgam mais um prato de comida, eles querem mais”.

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