Política

Jerônimo confirma diálogo com Carlos Muniz em eventual eleição para presidência na CMS e dispara: "Voto não se rejeita"

Reprodução/ Vídeo Band FM
Jerônimo Rodrigues deu a declaração em entrevista à Band FM Conquista  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Vídeo Band FM
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 24/10/2026, às 12h58



O governador Jerônimo Rodrigues (PT) comentou a respeito da sua relação com Carlos Muniz (PSDB), atual presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), em uma eventual recondução ao cargo. 

O assunto está no Supremo Tribunal Federal (STF), mas ao que tudo indica não deve favorecer Muniz. A maioria dos vereadores tem definido apoio ao vereador Alexandre Aleluia (Novo) para ser o novo chefe do Legislativo Municipal. 

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"O Muniz fez campanha pra mim em 2022, me acompanhou em agendas no interior pedindo voto pra mim. Ele estava ali no interesse com Geraldinho porque era sucessão; correu comigo. Nessa eleição, ele até chegou a pregar o voto Lula-Neto, fez campanha para Lula, se explicitou, foi claro", disse o governador. 

Em entrevista à Band FM Conquista neste sábado (24), Jerônimo lembrou que Muniz o apoiou e pediu voto nas eleições de 2022, mas o assunto sobre a presidência da CMS está no STF. Vale lembrar que Muniz é fechado com o prefeito Bruno Reis (União Brasil) na esfera municipal.  O governador destacou o apoio da prefeita de Jacobina, Valdice Castro (PMB) e afirmou que "voto não se rejeita". 

“Eu tô construindo um ambiente para ver quem sabe lá na frente essa prefeita vote no lula. Voto não se rejeita", pontuou Jerônimo.

O chefe do Executivo estadual também defendeu uma reforma jurídica para que esse tipo de assunto [eleição nas casas legislativas] não sejam sempre judicializadas. "Não vou querer ficar dando pitaco no legislativo. O que eu acho é só que, se for preciso se fazer uma reforma jurídica no modelo dessa sucessão, tem que ser feito”, afirmou. Jerônimo ressaltou que o Legislativo precisa preservar sua autonomia em relação a outros poderes e interesses políticos. “Câmara de Vereadores é um poder, assim como a Assembleia e o Congresso são poderes. […] Não pode ficar refém de um prefeito, de um empresário ou de um governador", disse Jerônimo. 

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