Política

Jerônimo defende investimentos em projetos culturais na entrega do Palacete Saldanha à Caixa: “Caro é um povo sem cultura”

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O governador lembrou que o setor sofreu um período de desmonte institucional.  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Google Street View
Redação BNews com informações de Yuri Pastori

por Redação BNews com informações de Yuri Pastori

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Publicado em 16/01/2026, às 13h15 - Atualizado às 13h22



O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, participou nesta sexta-feira (16) da cerimônia de cessão do Palacete Saldanha, no Pelourinho, na capital baiana, que passará a abrigar a nova sede da Caixa Cultural em Salvador. Ao lado da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e do presidente da Caixa , Carlos Vieira, o chefe do Executivo Estadual destacou a importância da iniciativa para ampliar os espaços dedicados às artes e fortalecer o acesso da população a atividades culturais no Centro Histórico.

Cultura como prioridade

Em discurso, o governador rebateu críticas sobre os custos de investimentos na área. “Sempre a cultura é vista como despesa e é sempre vista como uma coisa cara. Só que caro é um povo sem cultura, isso é caro”, afirmou.

O governador lembrou que o setor sofreu um período de desmonte institucional. “Foi pior. Não foi parar de investir. Foi, além de não botar orçamento, ter destruído, por exemplo, o Ministério. Então cortaram a cabeça nossa da cultura, que é o órgão gestor, que é o órgão organizador”, disse, em referência ao governo anterior.

Retomada com Lula

Segundo Jerônimo, a recriação do Ministério da Cultura pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi fundamental para reorganizar o setor. “Foi preciso que o presidente Lula resgatasse o Ministério e agora, de forma paulatina e responsável, estamos colocando a cultura no eixo, organizando um sistema nacional, vendo o que é que os estados têm por obrigação de cuidar nas leis”, declarou.

Palacete e novas fases

O Palacete Saldanha, patrimônio tombado pelo Iphan e reconhecido pela Unesco, será restaurado e reformado pela Caixa Econômica Federal. Rodrigues explicou que a entrega será feita em etapas. “Nós combinamos que será faseada a entrega: uma fase, segunda fase, terceira fase. Já, já a Caixa deverá ter esse desenho, voltaremos a receber as chaves para poder dizer: ‘Governador, até o final do ano a gente vai entregar isso, tal ano, 2027 isso, 28 isso’.”

Cultura sem partido

O governador também fez questão de destacar que a política cultural deve estar acima de disputas partidárias. “Aqui não tem que ter o carimbo do partido. Nosso carimbo aqui, valha-nos Deus, é o carimbo da cultura. Nós temos as nossas diferenças, nós temos os nossos embates, mas a gente não pode ver ou enxergar que qualquer atitude partidária possa prejudicar a cultura, os fazedores de artes e os cuidadores.”

Ato simbólico

Rodrigues encerrou o discurso ressaltando o simbolismo da entrega das chaves. “Estamos saindo do Bonfim, já com o pé no Carnaval, e a gente está fazendo esse ato simbólico, entregando as chaves. A Bahia está entregando as chaves à Caixa Cultural para que a gente possa em breve, eu espero, eu, Carlos e Margareth, esse ano ainda, quem sabe esse ano, a gente poder vir inaugurar uma fase, uma etapa desse equipamento.”

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