Política
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou ser favorável ao uso de câmeras corporais por agentes da Polícia Militar da Bahia. A declaração do chefe do Palácio de Ondina ocorre em meio aos casos de denúncias de violência policial pela população contra os servidores.
De acordo com Jerônimo Rodrigues, as câmeras representam corroboram para uma “responsabilidade de prestação de contas e de comportamento” dos agentes durante o trabalho. O gestor estadual pontua que o uso dos equipamentos evita com que o policial cometa atos ilícitos, além de poder ser usado também a favor do próprio agente em casos de defesa.
“Eu sou a favor. [...] Qualquer servidor público deve satisfações à sociedade [que é] quem paga o seu salário. No que diz respeito a atitude enquanto profissional, todos da sua equipe, que você paga o salário, deve prestar contas no que diz respeito ao mundo profissional. No campo pessoal, cada um faz o que quer. Mas no campo profissional, os policiais devem uma responsabilidade de prestação de contas, de comportamento. E as câmeras são para isso. Primeiro para ajudar o próprio policial que ‘anda direito’. [O policial que estiver] com a camêra não vai aprontar. Não tem que ter medo de câmera. O equipamento ajuda a elucidar [situações] para fazer a sua defesa”, declarou Jerônimo em entrevista ao “Se Liga Bocão” (89.3), na noite desta terça-feira (14).
De acordo com uma vistoria realizada pelo Ministério Público (MP), das 1.263 câmeras corporais adquiridas pelo governo do estado, apenas 7,5% estão sendo usadas efetivamente pelas unidades policiais. O uso do equipamento foi adotado no estado em maio de 2024 após um processo de licitação polêmico promovido sob gestão de Rui Costa (PT) e concluído no governo Jerônimo.
“Quando acontecem exageros, afasta-se, apura e o policial vai ter direito de resposta, é natural, qualquer pessoa tem. A instituição tem que punir quando tem exageros. De acordo com a situação, [o] meu desejo é tirar a farda. [...] Estamos falando de 30m, 40 mil policiais [se] um sai da linha, aquela pessoa não pode marchar farda”, destacou o petista.
“Se estiver fora do padrão do respeito dos direitos humanos e do juramento que ele faz. O que eu não posso [fazer é] demitir de imediato. Tem todo um rito, infelizmente. Ele é concursado tem que seguir um rito”, acrescentou.
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