Política

Jerônimo diz que prefeito baiano do União Brasil pode deixar o partido para se aliar ao governo; veja

Devid Santana/BNews
Governador esteve reunido com prefeito do interior da Bahia para discutir políticas públicas  |   Bnews - Divulgação Devid Santana/BNews

Publicado em 26/03/2025, às 11h29   Matheus Simoni e Rebeca Silva



Eleito prefeito de Santa Maria da Vitória-BA, município distante 866 km da capital baiana, Tonho de Zé de Agdônio deve deixar o União Brasil para se aliar ao governo de Jerônimo Rodrigues (PT). A informação foi confirmada pelo próximo gestor estadual nesta quarta-feira (26), durante apresentação da Bahia Farm Show 2025, promovida pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

De acordo com o petista, o prefeito esteve em agenda com o governador e alinhou uma série de intervenções no município. Para Jerônimo, a conversa teve um tom "franco e fraterno", demonstrando ainda a vontade de deixar a legenda.

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"Ele já tinha tido comigo há uns 15 dias atrás, quando nós anunciamos o investimento do PAC com água para o município, para comunidades importantes, por exemplo, da Açudina" disse o governador.

"Ele ficou combinando para vir, porque nós temos um problema muito sério, que é um hospital municipal, regional, que a gente quer fazer funcionar, aquela região é importante. Bom Jesus da Lapa está próximo, mas Bom Jesus da Lapa tem uma característica: o hospital não pode ser um hospital pequeno, porque a quantidade de romeiros que vão a Lapa requer ter uma estrutura de retaguarda, qualquer necessidade tem ali. Então não dá para a gente contar com uma estrutura diferenciada", afirmou.

Ainda segundo o governador, por conta das chuvas que caem na regiao, Santa Maria convive com muitos alagamentos, demandando políticas públicas para contornar os problemas. "Recebi ele com a Secretaria de Saúde, nós dialogamos com os meus secretários, outras pautas e ao final ele se manifestou dizendo realmente que tem interesse em caminhar juntos, inclusive fez um gesto muito bom que eu gostei", revelou o petista.

"Ele disse 'eu não segui o senhor, mas seu time lá será respeitado, o senhor não pode deixar na mão aquele povo que lhe seguiu, é injustiça fazer isso'. Então eu recebi com agrado, eu gostei muito, estou fazendo isso com diversos municípios com a intenção de resolver a política pública, mas é claro que os prefeitos têm dificuldades em governar o município, isso é um apoio da União e do Estado", afirmou.

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