Política

Jerônimo minimiza vantagem de ACM Neto em pesquisa: "Eu ganho nas urnas"

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Apesar de estar atrás nas pesquisas, governador reafirma compromisso com seu grupo político e reeleição em 2026.  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / Bnews
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 27/12/2025, às 13h40 - Atualizado às 13h40



Jerônimo Rodrigues (PT) completa o seu terceiro ano à frente do Governo da Bahia na próxima quarta-feira (31). Ele conseguiu manter a força do seu grupo político forte e conta com o apoio da maioria dos prefeitos da Bahia. Apesar disso, o petista aparece em pesquisa atrás de ACM Neto (União Brasil). Segundo levantamento da Quaest divulgado em agosto, o ex-prefeito de Salvador aparece com 41%, contra 34% do chefe do Executivo baiano.

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No entanto, o cenário desfavorável parece não assustar o governador da Bahia. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Jerônimo Rodrigues minimizou os resultados de pesquisas e disse que, enquanto a oposição "ganha na pesquisa", seu grupo político "ganha nas urnas".

“Eu tenho outra pesquisa que eu faço diariamente, que é, por exemplo, a quantidade de lideranças políticas ou de prefeitos. Eu vou trabalhar até o último dia para poder fazer minhas entregas e reverter as pesquisas. Enquanto eles [oposição] ganham na pesquisa, eu ganho nas urnas”, afirmou o governador.

Eleição 2026

Ainda durante a entrevista, Jerônimo ainda confirmou que vai disputar a reeleição em 2026 e afastou os rumores de que poderia abrir mão de sua candidatura para que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, tentasse voltar ao comando do governo da Bahia.

“Sou pré-candidato. Não tem nenhum outro nome posto no nosso grupo. Ouço, às vezes, alguns comentários sobre Rui [Costa] e não tem nada disso. Sobre as pesquisas, claro que a gente se preocupa, é natural. Mas meu foco é cumprir meus quatro anos acertando ao máximo. Tive uma trajetória muito dura. Essa trajetória é muito orientadora das minhas decisões”, disse.

O governador ainda deu detalhes de como estão as negociações para a formação da chapa majoritária para a disputa eleitoral do ano que vem. O ponto que vem dando mais “dor de cabeça” é a escolha dos dois nomes que vão disputar a eleição ao Senado. Atualmente, três nomes são cotados para as duas vagas da chapa: os senadores Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD), que desejam disputar a reeleição, e Rui Costa.

“Temos três bons nomes. Tenho conversado muito com os partidos para a gente montar uma chapa que tenha competitividade e ajudar a reeleger Lula. Para aumentar a bancada federal e na Assembleia. A nossa aliança é de ganha-ganha. Meu desafio é fazer com que os partidos de nossa base não saiam machucados. A gente não conversa pelas costas, mas olhando nos olhos. E compensando quando é possível compensar”, analisou Jerônimo Rodrigues.

“Temos até março, é tempo suficiente para encontrar uma saída. Nós temos que garantir que esse Congresso possa ter deputados federais que honrem o lugar nosso da política. Não levem para aquela Casa interesses pessoais, mas discutam temas nacionais como o combate à fome, moradia e segurança”, emendou.

Corrida presidencial

Jerônimo Rodrigues ainda avaliou o cenário da eleição presidencial. Na entrevista, o governador não poupou críticas à maneira que o senador Flávio Bolsonaro foi anunciado como pré-candidato à presidência. No entanto, o petista disse que os atritos dentro do grupo adversário podem favorecer a reeleição de Lula.

“Quem tem que bater cabeça para se organizar são eles. O bolsonarismo criou um ambiente deselegante na política, imaturo, fazendo da disputa mesquinha. Mas qualquer divisão no campo da oposição ajuda. [A escolha de Flávio] mostra como eles fazem política. Resolve por decisão do ex-presidente, o condenado, e anuncia sem dialogar com a base”, declarou.

Classificação Indicativa: Livre

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