Política

Jerônimo reage contra bolsonaristas por bandeira dos EUA em pleno 7 de Setembro: “Traidores da pátria”

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Ao BNews, Jerônimo Rodrigues critica falta de bandeiras brasileiras em ato cívico e classifica atitude como traição à pátria  |   Bnews - Divulgação BNews / Alex Torres
Alex Torres e Henrique Brinco

por Alex Torres e Henrique Brinco

Publicado em 08/09/2025, às 17h50 - Atualizado às 17h51



O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou o uso de uma bandeira dos Estados Unidos durante a manifestação em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), realizada na Avenida Paulista justamente no dia 7 de Setembro, data em que se comemora o Dia da Independência do Brasil.

“Olha, eu fico muito triste, porque a expectativa nossa é que a gente faça uma defesa do nosso país, da nossa pátria. Ninguém pode mexer numa pátria e os patriotas ficarem tranquilos em não ver mais bandeiras brasileiras em um movimento ou em outro. Eu fiquei muito triste, realmente”, afirmou, em entrevista ao BNews, nesta segunda-feira (8).

Jerônimo disse não compreender a justificativa para o gesto em plena data cívica: “Eu não administro qual explicação que alguém possa, no dia da pátria, você trazer uma bandeira de outra nação, beijar a bandeira, fazer hasteamento, puxar a bandeira na Avenida Paulista, nas avenidas mais importantes nossas do Brasil, fazer a imagem sair do país, ao invés de ter uma bandeira verde e amarela. Ter uma bandeira que não é nossa, sabe? Isso eu não concordo”.

Bolsonaristas levaram bandeira dos Estados Unidos para protesto no Dia da Independência do Brasil. (Foto: Reprodução / CNN)

O governador classificou a atitude como traição: “Por isso, nós estamos dizendo que esses são os traidores da pátria, porque quem ama sua pátria tem que, no seu momento, fazer a defesa do que é nosso. A disputa sempre será dos patriotas, a defesa da nossa pátria. E eu fiquei muito desencantado com isso. Fico triste, lamento que a gente possa ver em um dia da pátria, da independência do Brasil que a gente celebra. Era como se, naquele tempo, o Brasil dependente de Portugal e a gente saindo da independência e levantando a bandeira de Portugal”.

A abertura da bandeira no protesto de São Paulo foi alvo de críticas de diversos líderes políticos, incluindo do próprio pastor Silas Malafaia, organizador do evento.

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