Política

Jerônimo Rodrigues cita Caiado e diz que ACM Neto "deve estar sem ter o que fazer"

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Jerônimo Rodrigues falou sobre as declarações do governador de Goiás e comentou posições dos adversários  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Metrópole
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 23/10/2024, às 08h54



O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), falou sobre as declarações de Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás, nas redes sociais diante das críticas envolvendo a segurança pública. "Aqui não, Jerônimo. Aqui bandido não se cria. Aqui em Goiás a segurança é plena", disse o gestor goiano na última semana. Em entrevista à Rádio Metrópole nesta quarta-feira (23), Jerônimo falou sobre as menções e disse ter uma visão diferente da política.


"Dei um exemplo não criticando meu colega Caiado, a quem tenho um respeito muito grande. Conheço Caiado quando era do movimento estudantil, ele era da UDR e eu estudante. Nós já enfrentávamos ali. Depois fui secretário nacional, ele como deputado e eu o recebi em meu gabinete, mesmo na oposição, com Dilma. Depois teve uma caminhada de jumentos em Feira de Santana, a esposa dele é de lá, frequenta e nos encontramos. Todas as vezes em reuniões nossas, ele é muito cortês. Ele sabe que eu não falei aquilo de Goiás, mas alguém daqui soprou", sinalizou o petista.

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"Eu liguei para o Caiado, ele não me atendeu. Mandei mensagem, preciso falar com ele. É desse tipo de conversa que não serve na política, Goiás é um estado vizinho. Independente de quem está na cadeira do partido, eu tenho que me relacionar", afirmou o governador.


Jerônimo ainda rebateu as publicações do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, que foi adversário do petista nas eleições de 2022 para o Governo do Estado. Para Jerônimo, Neto está "sem ter o que fazer" após acusar, sem apresentar provas, o Partido dos Trabalhadores de ligações com o crime organizado. 


"Às vezes recortam fala. Eu falo da minha responsabilidade e da obrigação da polícia, mas digo que o governo federal também tem responsabilidade. Eles acham que eu falei aquilo saindo [da responsabilidade]. Não, é minha responsabilidade. Não vou fugir não, não sou de fugir. Ele deve estar sem ter o que fazer, acho que é secretário do partido. Ontem ele fez uma irresponsabilidade, disse que o PT tem relações com o crime organizado. Ele vai ter que responder isso na Justiça e provar isso na Justiça", disse Jerônimo.


Na última terça, o PT da Bahia anunciou que vai acionar ACM Neto na Justiça após falas do ex-prefeito associando o partido ao crime organizado. No processo, a legenda anexou vídeos em que Neto associa o candidato do PT em Camaçari, Luiz Caetano, à criminalidade. O petista disputa o segundo turno com Flávio Matos, do União Brasil.


"Nós somos da política, se tiver alguma coisa de crime, entre na Justiça, averigue o que está acontecendo. Tem dinheiro, não precisa trabalhar. Não sei o que ele está fazendo que ele não consegue ver nada de bom na Bahia, a quantidade de emprego gerados, cultura e turismo. Não é possível", reclamou. 

"Temos destaque agora até com incêndios, mesmo com a quantidade de focos, é um estado que superou a questão com os bombeiros apagando fogo. Não é possível que a oposição não consiga ver a Bahia que nós temos. Se é contra mim, que venha o embate contra mim, não fale mal da polícia, do turismo. Temos que engrandecer, gerar emprego e renda", afirmou Jerônimo.

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