Política
Publicado em 21/01/2025, às 13h23 Rebeca Santos e Daniel Serrano
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) voltou a comentar nesta terça-feira (21), sobre as eleições para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), agendada para acontecer no dia 3 de fevereiro.
Em entrevista coletiva durante a sanção da lei que cria a Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), o governador reafirmou o seu desejo de que não haja um “bate-chapa” na disputa por cargo na Mesa Diretora.
“A divisão interna acaba fragilizando, mas é do lugar, se quer bater chapa é do lugar. Então eu tenho um pedido que não haja bate-chapa no sentido de fragilizar ou enfraquecer o papel do Poder Legislativo, então isso eu tenho um pedido. O outro que eu tenho falado é o princípio de facilidade que a Assembleia possa ter no diálogo com a comunidade baiana, com os partidos políticos, com o governador. Eu tenho tido um bom relacionamento do diálogo. Facilidade no diálogo nós temos tido”, disse Jerônimo Rodrigues.
“O presidente Adolfo tem palavra, tem cumprido, as bancadas também têm escutado, eu também tenho escutado elas. Eu tenho feito a minha parte no sentido de pagamento das emendas, mas a decisão é da Assembleia”, acrescentou.
O governador ainda defendeu que o PT indique o primeiro vice-presidente da Mesa Diretora por respeitar a proporcionalidade dos partidos dentro da Alba e detalhou como estão as conversas para que o candidato petista para o cargo seja o atual líder do governo na Casa, Rosemberg Pinto.
“Quanto à indicação do vice, existe um critério de princípio que é a proporcionalidade, então PSD e PT, mas quem fala sobre nome, sobre a forma é o PT. Eu falo de um lugar mais amplo para a gente poder fazer a unidade do projeto. Então, se o PT disser que o nome é A ou B, a gente vai discutir, mas é uma decisão fortalecida do partido”, afirmou.
“Agora, se tiver, como estão dizendo que o nome é o meu líder, aí a escolha do líder sou eu que faço, aí a escolha é minha. Se tiver algum caso de que o Rosenberg seja o vice e aprovado ali pelo conjunto dos deputados, é um bom nome, é um nome que sabe se movimentar como agora o PT tem Zé Raimundo. Caso o partido e a Assembleia escolham o nome de Rosemberg, aí eu vou ter que indicar o novo líder”, emendou.
Jerônimo Rodrigues ainda desconversou sobre a se a eleição para a Mesa Diretora da Alba envolva o senador Angelo Coronel (PSD). O parlamentar vem demonstrando descontentamento com a possível formação de uma chapa ‘puro-sangue’ do PT para as eleições de 2026, que teria Jerônimo tentando a reeleição ao governo e Jaques Wagner e Rui Costa disputando o Senado, o que poderia deixar Coronel de fora do pleito.
“Todas as vezes que fizemos movimentos a gente não empurra ninguém da carroceria, como o outro grupo faz, abandona. A gente não faz isso, não tem um fato. O senador Otto Alencar hoje deu uma entrevista [a uma rádio], eu vi um pedaço, eu vim pra cá. Ele disse que hoje tem 115 prefeituras do PSD. Quando chegou no grupo não tinha essa quantidade. Olha o PP antes de sair, quantas prefeituras tinha, olha o PC do B, olha o PT, olha o PV, o MDB agora. Então a gente está construindo isso. Cada um tem a liberdade de se pronunciar. Os partidos falam, os militantes falam. Meu papel é chamar pra responsabilidade e construir a unidade”, avaliou.
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