Política

João Amoedo acusa Moro, Zema e Tarcísio de "submissão" a Flávio Bolsonaro

Marcello Casal jr/Agência Brasil/Arquivo
O empresário João Amoedo criticou o senador Flávio Bolsonaro e disse que ele não tem ações efetivas contra o crime organizado  |   Bnews - Divulgação Marcello Casal jr/Agência Brasil/Arquivo
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 29/05/2026, às 17h56



O ex-dirigente do Partido Novo, João Amoedo, criticou nesta sexta-feira (29) o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) e aliados políticos após a repercussão da decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Em publicação na rede social X, Amoedo afirmou que ainda é cedo para medir todos os efeitos da medida para o Brasil, mas disse considerar preocupante a reação de lideranças políticas ligadas à direita.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

“O que chama a atenção, de imediato e mais uma vez, é a submissão de políticos como Sérgio Moro, Tarcísio de Freitas e Romeu Zema ao bolsonarismo, dando os parabéns a Flávio Bolsonaro”, escreveu.

A declaração ocorre após Flávio afirmar ter atuado junto a autoridades americanas para influenciar a decisão envolvendo as facções criminosas brasileiras. O senador, que é pré-candidato à Presidência da República, recebeu manifestações públicas de apoio de nomes como o senador Sergio Moro (União Brasil-PR), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

Na avaliação de Amoedo, Flávio Bolsonaro não tem histórico de atuação efetiva no enfrentamento ao crime organizado no estado que representa no Senado.

“Flávio é senador da República por um dos estados que mais sofre com o crime organizado e as milícias e nunca fez nada para combater efetivamente essas organizações criminosas. Agora, como pré-candidato à Presidência da República, o melhor que conseguiu apresentar sobre o tema foi pedir ajuda a outro país”, afirmou.

O empresário também questionou a capacidade do parlamentar para ocupar a Presidência da República e sugeriu motivação política por trás da iniciativa.

“Demonstra que é alguém totalmente despreparado para o cargo que pleiteia e que o objetivo principal da sua ação não é resolver o problema de segurança do Brasil, mas sim tirar o foco das investigações sobre o seu envolvimento com o banco Master”, declarou.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)