Política
por Rebeca Santos
Publicado em 02/12/2025, às 11h31 - Atualizado às 11h32
O deputado federal da Bahia João Carlos Bacelar, conhecido como Jonga Bacelar (PL), prestou depoimento como testemunha de defesa de Binho Galinha (PRD).
A declaração aconteceu na última segunda-feira (1), no último dia das audiências de instrução, em Feira de Santana (BA).
Não foi divulgado o que Jonga Bacelar disse no depoimento. Ele havia sido chamado como testemunha da defesa.
No total, 80 testemunhas foram chamadas no processo da Operação El Patrón (77 da defesa e apenas 3 da acusação).
A operação investiga uma organização criminosa que age como milícia em Feira de Santana, envolvida em jogo do bicho, receptação, extorsão, agiotagem, lavagem de dinheiro e outros crimes.
Binho Galinha, que continua preso no Complexo da Mata Escura, em Salvador, é apontado como o líder do grupo.
Ainda na última segunda-feira, um dos três policiais militares acusados na mesma operação também foi ouvido.
O PM negou ligação com o crime organizado e disse que só trabalhou como segurança pessoal do deputado estadual e da família de Binho Galinha.
Ele explicou que por isso aparecia em fotos e circulava perto do parlamentar.
Sobre Jonga Bacelar, a Polícia Federal encontrou, numa casa ligada ao empresário Daniel Vorcaro (dono do Banco Master, que está preso), um envelope com o nome do deputado escrito.
De acordo com a investigação, dentro do envelope havia documentos de um negócio imobiliário.
Ao Estadão, Bacelar afirmou ter trabalhado na constituição de um fundo voltado à construção de um empreendimento imobiliário em Trancoso, distrito de Porto Seguro, na Costa do Descobrimento.
Jonga declarou que embora Vorcaro tivesse demonstrado interresse em adquirir parte do empreendimento e, por isso, recebeu documentos relacionados à possível transação, o negócio não foi realizado.
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