Política

Jorge Solla diz que Flávio Bolsonaro pegaria "prisão perpétua" se fosse cidadão americano

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O deputado federal Jorge Solla (PT/BA) afirmou que Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro cometem atos de traição  |   Bnews - Divulgação Reprodução


O deputado federal Jorge Solla (PT/BA) rebateu as declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), pré-candidato à Presidência da República, de que acionaria o Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar falas do presidente Lula (PT) que, em pronunciamento, sugeriu que o presidenciável fosse enforcado por defender juntos aos Estados Unidos, sanções a autoridades brasileiras e pedir que PCC e Comando Vermelho fossem declarados terroristas. Solla reiterou fala de que Flávio e Eduardo Bolsonaro são traidores e que, se fossem cidadãos americanos, pegariam no mínimo prisão perpétua se conspirassem contra os interesse norte-americanos.

"Se o Flávio Bolsonaro fosse um cidadão americano e estivesse em outro país buscando represálias, fazendo traição contra a sua nação, o mínimo que ele pegaria era prisão perpétua. Nos Estados Unidos não tem esse 'passar pano' na cabeça de traidor não. Traição é dos maiores crimes que podem ser cometidos contra a nação, especialmente em um país como o nosso. Os baianos lutaram para garantir a independência do Brasil. Lembra de 1823, 2 de julho? Está pertinho, e os baianos e os brasileiros não podem aceitar atentados contra a soberania nacional", declarou Solla, em conversa com o BNEWS nesta quarta-feira (3).

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O petista continuou: "Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro são traidores. É um crime tão grave quanto o pai [Jair Bolsonaro] cometeu, ordenando os ataques contra a democracia, coordenando a tentativa de golpe de Estado. Ou já esqueceram que tentaram matar o presidente Lula, tentaram matar o vice-presidente [Geraldo] Alckmin, tentaram explodir um caminhão tanque no aeroporto de Brasília, depredaram as sedes dos Três Poderes e agora eles estão tramando, financiados com recurso do Banco Master, lembra? Morando na mansão nos Estados Unidos e lá eles estão tentando contra a soberania nacional, buscando que tenha taxações, prejudicando a economia, buscando destruir o Pix".

No entendimento de Jorge Solla, Eduardo e Flávio Bolsonaro atuam para defender os interesses de empresas de cartão de crédito como Mastercard e Visa. Ele disse que o Pix é uma tecnologia brasileira que democratiza o acesso do brasileiro ao sistema financeiro. "Os brasileiros não vão abrir mão do Pix, os brasileiros não vão abrir mão da soberania e os traidores têm que pagar", enfatizou o petista.

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