Política

Jornalista brasileiro crítico a Milei é deportado da Argentina e fica proibido de entrar no país por cinco anos

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O jornalista brasileiro foi impedido de entrar na Argentina após críticas ao governo de Javier Milei e teve sua residência cancelada.  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Samuel de Jesus

por Samuel de Jesus

Publicado em 13/10/2026, às 08h03



O jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr., crítico ao presidente argentino Javier Milei, foi impedido de entrar na Argentina na segunda-feira (12), após desembarcar no aeroporto Aeroparque, em Buenos Aires. As autoridades migratórias proibiram seu retorno ao país pelos próximos cinco anos e determinaram o cancelamento de sua residência permanente.

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De acordo com o jornalista, a justificativa apresentada pela Direção Nacional de Migrações (DNM) foi de que ele não cumpriu as condições para manter a residência permanente, já que não moraria regularmente na Argentina desde 2022.

Meu documento vai até 2037, mas eles alegam que, como não moro na Argentina desde 2022, não passei dias suficientes para manter o visto de residência permanente desde então. É como se eu tivesse abandonado o país”, afirmou ao UOL.

Segundo ele, somente em 2026 foram 36 dias no país. Rogério contesta a justificativa e diz que continuou viajando ao território argentino.

Jornalista suspeita de motivação política

Segundo o UOL, Tomaz Jr. afirmou suspeitar que a medida tenha relação com os embates que teve, entre julho e agosto, com integrantes e apoiadores do governo Milei, em suas redes sociais.

O brasileiro também está escrevendo um livro sobre a gestão do presidente argentino, com lançamento previsto para 2027. Ele havia viajado ao país para produzir imagens e registros sobre a situação econômica argentina.

Vim para registrar imagens que mostrem ao Brasil e ao mundo a crítica situação econômica do país e a escalada autoritária deste governo de extrema direita”, escreveu o jornalista em uma mensagem enviada a contatos brasileiros.

A possível motivação pode ser política, porém, ainda é uma suspeita apresentada pelo profissional. 

Proibição de retorno por cinco anos

A proibição é fundamentada no artigo 62 da Lei de Migrações da Argentina, conforme documentos apresentados pelo jornalista. A legislação prevê o cancelamento da residência em determinadas situações de descumprimento das condições estabelecidas para sua concessão.

Tomaz Jr. afirmou que pode recorrer da sanção, mas não acredita no sucesso da medida. Morador de Brasília, o jornalista já trabalhou como assessor parlamentar na Câmara dos Deputados. Após ser impedido de entrar na Argentina, ele retornou ao Brasil.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiaram a medida e manifestaram solidariedade ao profissional.

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