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Julgamento de Bolsonaro: Defesa de General Heleno critica atuação de Moraes durante as investigações

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Daniel Serrano

por Daniel Serrano

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Publicado em 03/09/2025, às 10h03



A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal retomou na manhã desta quarta-feira (3) o julgamento do núcleo 1 do inquérito da tentativa de golpe de Estado, que pode condenar o  ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus. 

A sessão desta quarta-feira (3) foi iniciada com a defesa do general e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno realizando a sustentação oral no plenário da Primeira Turma do STF.

Durante a sustentação, o advogado Matheus Milanez criticou a postura do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, no decorrer do processo. Para o advogado houve excesso de perguntas ao longo das sessões e "somente perguntar a mais não quer dizer que houve violação propriamente do juiz, também pode produzir provas". 

"Aqui nós temos um fato curioso. Uma das testemunhas arroladas, o senhor Valdo Manuel de Oliveira Aires, foi indagado pelo Ministro Relator a respeito de uma complicação dele nas redes sociais que não consta nos autos. Ou seja, nós temos uma postura ativa do Ministro Relator de investigar testemunhas, o que o Ministério Público que não fez isso", disse.

Na sequência, Milanez afirmou que não existe "imparcialidade" e que nenhum juiz pode "em hipótese alguma, tornar-se protagonista do processo".

"E eu indago a vossas excelências, qual a função da consignação das perguntas por parte do juiz instrutor. E aqui mais curioso, o Ministério Público não quis conseguir dar perguntas. Quem quis conseguir dar perguntas foi o juiz", concluiu.

Em outro momento, a defesa do general Heleno disse que ele estava afastado de Jair Bolsonaro desde que o ex-presidente se filiou ao PL e trouxe o centrão para o governo.

O advogado reproduziu um trecho do depoimento do ex-ministro do GSI neste ano que ele fala em "uma nova situação política, onde eu, claro, tinha que sentir que a situação era um pouquinho diferente". 

Entre as declarações citadas está uma do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que disse que Heleno "foi cada vez menos sendo demandado para despachar e assessorar o presidente". 

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