Política
por Héber Araújo
Publicado em 28/09/2026, às 19h37
A Justiça concedeu, no fim da tarde desta segunda-feira (28), a liberdade provisória do candidato a deputado federal Wilker Leão (Novo). O político foi preso em flagrante, no domingo (27), pela Polícia Federal de Brasília, por depredar o patrimônio público da Universidade de Brasília (UnB).
Ex-estudante da universidade e concorrendo ao legislativo federal, o postulante foi à universidade acompanhado de apoiadores para pintar as paredes externas do Instituto de Artes (IdA). A UnB disse que acionou a polícia após atos de violência e depredação de patrimônio público e a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) confirmou a prisão após a pintura não autorizada.
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Após a prisão, o Ministério Público Federal (MPF) requereu uma fiança de R$20 mil para conceder a liberdade a Wilker. No entanto, a decisão do juiz federal substituto, Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal Criminal da SJDF, determinou a liberdade sem o pagamento da fiança.
Além disso, também não foi estipulada nenhuma medida preventiva ou cautelar contra o político. O magistrado alegou que “não há fundamento” para transformar a prisão em flagrante de Wilker em preventiva.
“Não há notícia, nas peças examinadas, de condenação anterior por crime doloso ou de outra hipótese do art. 313 do CPP que autorize a preventiva. Tampouco foram apontados elementos concretos de fuga, interferência na colheita da prova ou ameaça a pessoas ligadas ao caso”, declarou o juiz na decisão.
“A prova material indicada pela autoridade policial encontra-se vinculada ao local dos fatos, às imagens e à perícia já requisitada. Não se apontou qualquer ato de ocultação de vestígios, constrangimento de testemunhas ou embaraço à investigação atribuível a qualquer deles”, completou.
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