Política
por Héber Araújo
Publicado em 31/05/2026, às 07h33
A Justiça do Espírito Santo tornou o senador Magno Malta (PL-ES) réu em um processo que apura falsas denúncias que o político fez contra Luiz Alves Lima. O caso ocorreu em 2022, quando o parlamentar usou as redes sociais para afirmar que o cobrador teria estuprado a própria filha em 2009, com base em uma denúncia comprovadamente falsa.
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A decisão de levar Malta a julgamento pelas acusações foi tomada após audiência de conciliação, realizada na última quinta-feira (28), que acabou sem acordo. A sessão foi conduzida pela juíza Gisele Souza de Oliveira, da 4ª Vara Criminal de Vitória, que também tornou réu o delegado aposentado Márcio Lucas Malheiros de Oliveira pelos mesmos crimes.
Por meio de sua assessoria, Magno Malta afirmou, em declaração ao G1, que não vai comentar a decisão da Justiça e nem o processo. A defesa do ex-delegado também não se pronunciou sobre as acusações.
Já a advogada Patrícia Nunes Romano Tristão, que defende Luiz Alves, evitou entrar em detalhes e apenas destacou que o caso é de “extrema sensibilidade, cuja condução exige cautela, responsabilidade e respeito às particularidades envolvidas”.
De acordo com os autos do processo, as acusações penais contra Magno e Márcio ocorre devido a gravações feitas pelo senador e publicadas em diversas redes sociais – Instagram, Youtube, Facebook e X (ná época ainda chamado de Twitter) – durante o período eleitoral, quando fazia campanha para ser reeleito senador.
Na gravação, ambos os réus aparecem defendendo a atuação da polícia, revelam o caso envolvendo o cobrador e se referem a ele como “rataiada” e que algumas pessoas “saem do esgoto”.
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