Política

Kassio Nunes Marques pode ficar de fora do julgamento de André Mendonça

Alejandro Zambrana/STF
Ministro do Supremo Tribunal Federal já havia se declarado impedido do julgamento de Alexandre de Moraes  |   Bnews - Divulgação Alejandro Zambrana/STF
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 15/09/2026, às 15h16



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, deverá se declarar impedido de julgar a atuação do ministro André Mendonça no caso Master. O julgamento do ministro está marcado para a próxima semana, 23 de setembro, e vai avaliar se o relator do caso passou dos limites na investigação.

No julgamento desta terça-feira (15), que avalia abrir uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, pelo envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo Nunes Marques, devido sua posição no TSE, qualquer manifestação neste julgamento de Moraes poderia resultar em impactos para a disputa eleitoral deste ano.

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“O Tribunal Superior Eleitoral tem se mantido absolutamente equidistante de preferências partidárias. Esse julgamento pode também impactar no cenário político-eleitoral, então, na condição de presidente do TSE, eu não me sinto confortável para participar deste julgamento e afirmo o meu impedimento”, disse o Kassio Nunes Marques.

Por esse mesmo motivo, a expectativa é que ele também se declare impedido de julgar a parcialidade de André Mendonça no julgamento do relator, usando as mesmas motivações.

Mensagens de Vorcaro a filho de Kássio

Novos documentos revelados sobre o celular de Daniel Vorcaro mostram diálogos sobre o pagamento de R$500 mil a Kevin Nunes Marques, filho do ministro do STF. Segundo as informações reveladas, foi mencionado um pagamento mensal no valor.

Durante sua manifestação no plenário da Suprema Corte, Kassio afirmou que nunca trocou mensagens com o banqueiro e negou também que seu filho também não prestou serviços para o Banco Master. “Eu nunca julguei nenhum processo relacionado ao Master. Meu filho nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco”.

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