Política
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) disse em entrevista ao Alt Tabet, no Canal Uol, que a esquerda passou a escutar o Missão no segundo turno da eleição presidencial por necessidade eleitoral e pelo bolsonarismo ter colado a direita ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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O parlamentar avaliou que o Missão ganhou espaço como direita “pragmática” e “não dogmática” e ligada ao bolsonarismo. Kataguiri diz que ele e Renan Santos evitaram o rótulo de “liberal” e buscam adotar políticas que funcionam, sem apego ideológico.
“Eu acho que tem as duas coisas. Primeiro, o efeito que o bolsonarismo causou na direita é um efeito parecido com o da ditadura militar. Quando você fala que você é de direita, vem o vínculo com o Bolsonaro. E, pelo fato do Lula e dos petistas precisarem de todo voto que eles puderem no segundo turno, e do único partido que disputou o primeiro turno e que anulou o voto em vez de declarar ao Flávio, somos nós. Então a esquerda parou pra nos escutar”, declarou.
Kataguiri negou que o Missão “vá ao centro” e disse ser “muito provável” a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa presidencial. Para Kataguiri, o PT intensifica a campanha após ir ao 1º turno com “soberba”.
“O meu ponto central é: nós não estamos indo ao centro. A questão é que o bolsonarismo não é de direita, não é conservador, porque ele sequer sabe o que isso significa”, disse.
“Apesar de eu achar muito provável que o Flávio vença, sempre existe espaço para o improvável. Acho que o esforço até tá maior do lado do PT, que o PT percebeu que foi com soberba pro primeiro turno. Agora começou a campanha”, finalizou.
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