Política

Kiki Bispo defende homenagem a Flávio Bolsonaro e cita "tradição" na Câmara de Salvador; entenda

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Concessão de título ao senador Flávio Bolsonaro foi aprovada na quarta-feira (6)  |   Bnews - Divulgação Reprodução/BNews
Carolina Papa

por Carolina Papa

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 07/05/2026, às 18h47 - Atualizado às 19h33



O líder do governo na Câmara Municipal de Salvador (CMS), Kiki Bispo (União Brasil), defendeu a aprovação do título de Cidadão Soteropolitano pela casa legislativa na quarta-feira (6) ao senador Flário Bolsonaro (PL). 

Em entrevista ao “Se Liga, Bocão” da Baiana FM (89,3), Kiki Bispo argumenta que há uma tradição na Câmara para que homenagens a figuras públicas nacionais sejam aprovadas.

O vereador argumenta ainda que, por mais que as pessoas escolhidas para o título não tenham feito algo relevante, devido à “representatividade nacional", acabam sendo homenageadas.

“Existe uma tradição na Câmara de, naturalmente, aprovar a maioria das honrarias. Não só ao senador Flávio Bolsonaro, que é senador da República e tem uma história ligada à direita, já que o pai dele foi presidente da República, mas também a outras personalidades nacionais que, do ponto de vista prático, às vezes não fizeram algo diretamente relevante em Salvador. Porém, pela representatividade nacional, acabam sendo homenageadas”, afirmou.

“Isso aconteceu ontem, assim como já ocorreu com ministros do STF, ministros do STJ e ministros do governo federal. É uma tradição, e os vereadores entenderam, com autonomia e legitimidade, que deveriam conceder o título ao senador Flávio Bolsonaro”, completou.

No programa, o edil comentou ainda sobre a sobre a retirada do projeto que instituía o Dia do Influenciador Digital em Salvador. Para ele, o objetivo da proposta foi “deturpado”.

“Eu ando muito pelas ruas de Salvador e vejo que existem bons e maus profissionais em todas as áreas. Hoje, muita gente, sobretudo na periferia, sobrevive da produção de conteúdo digital. A ideia era justamente promover essa turma, que enxerga nessa nova vertente uma possibilidade de crescimento. De uma certa forma, a ideia foi deturpada. A gente entendeu por retirar o projeto, deixá-lo em standby e seguir em frente”, destacou.

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