Política

Kiki Bispo minimiza queda de sessões e esclarece rumores sobre "racha" na base governista

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“Você pode ter questões pontuais que nada como um diálogo ou uma conversa não se resolva", apontou o líder do governo na Câmara  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNEWS
Carolina Papa

por Carolina Papa

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 27/08/2025, às 19h36



O líder da bancada governista na Câmara Municipal de Salvador (CMS), Kiki Bispo (União Brasil), negou a existência de uma crise dos governistas com o prefeito Bruno Reis (União Brasil). O vereador afirma que o chefe do Executivo municipal tem classificado as reuniões com aliados como “produtivas” em meio a suposta crise pelo bloqueio de emendas parlamentares pelo Executivo.

O edil aponta que os rumores sobre o “racha” na bancada seria uma “velha tática” adotada por opositores com o objetivo de desestabilizar governistas. Kiki Bispo destaca que o único relato de descontentamento com o prefeito tem partido da vereadora Aladilce Souza (PCdoB), líder da oposição, a qual, segundo ele, talvez queira “ocupar o seu posto na liderança do governo”.

“Essa é uma velha tática querer de uma [alguma] forma de desestabilizar qualquer bancada governista. O prefeito recebeu e recebe todos os vereadores da base e tem feito esse exercício de forma diária. Não tem um vereador da base que ele não tenha atendido nos últimos 45 dias. É uma missão que ele não delega a ninguém. [...] Eu posso atestar que não existe nenhuma espécie de insatisfação. O prefeito tem me relatado que todas as reuniões têm sido extremamente produtivas, sempre reforçando, cada vez mais, as alianças”, expôs o vereador.

“A única vereadora que eu vi reclamar foi a vereadora Aladilce. Talvez ela esteja ou querendo ser a 35ª integrante da bancada governista ou queira, de fato, ocupar o meu lugar. Talvez por conta até de sem ter o que criticar [ou] sem ter o que fazer”, acrescentou Kiki Bispo.

O vereador esclarece que desde o início do segundo mandato à frente do Executivo, Bruno Reis tem agido de forma “transparente” com os aliados. De acordo com ele, toda a bancada está ciente sobre o funcionamento das emendas parlamentares e que as coisas vão acontecer “naturalmente”.

“Você pode ter questões pontuais que nada como um diálogo ou uma conversa não se resolva. [...] O prefeito está arrumando a casa. Ele, de forma muito transparente, fez uma reunião com os vereadores, expôs todos os detalhes, todos os planejamentos durante os próximos quatro anos. Foi assim no primeiro mandato [e] será assim no segundo. [...] No fundo a gente já sabe como é que funciona a engrenagem e, naturalmente, as coisas vão acontecer, as coisas vão ser realizadas”, explicou.

Nesta quarta-feira (27), a sessão ordinária foi suspensa por falta de quórum, sendo a terceira “queda” em duas semanas. A bancada governista desfalcou a reunião do legislativo horas após Bruno Reis revelar “desconhecer” a insatisfação dos aliados. Sobre o assunto, Kiki minimizou o episódio, classificado como algo “corriqueiro e natural” em qualquer Parlamento.

“[Ocorre] em qualquer parlamento do mundo a queda de sessão e a não junção de quórum. [Acontece] na Câmara [Municipal], na Assembleia, na Câmara dos Deputados. Isso é do Parlamento, isso é da política. Eu entendo que é um fato extremamente corriqueiro e natural do Parlamento e que nada tem a ver com insatisfação”, explicou.

Ausência nas sessões

A ausência de Kiki Bispo na Câmara desde a semana passada se tornou alvo de críticas nos bastidores políticos da casa legislativa. De acordo com informações obtidas pelo BNews, a avaliação interna é que o líder da bancada estaria se esquivando de desatar os entraves e transferindo a responsabilidade para o presidente Carlos Muniz (PSDB).

De acordo com o vereador, longe do plenário, ele designou aos seus vice-líderes para realizar “o bom combate”. Como revelado pelo BNews na terça-feira (27), Kiki Bispo apresentou uma licença de dois dias, afastando-se das atividades da CMS.

“Dos meus quatro mandatos, eu me licenciei duas vezes, ontem e hoje, para tratar de assuntos de saúde. Estou fazendo um check-up e eu me ausentei porque não tinha nada importante a ser tratado. Eu deliberei os meus vice-líderes que, prontamente, fizeram o papel da liderança do governo de indicar oradores, de fazer o discurso, de fazer o bom combate. [...] Nós temos a bancada que se ajuda mutuamente, então a minha ausência foi justificada

Classificação Indicativa: Livre

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