Política

Laranjas de deputado eleito pelo União Brasil pagaram parte de mansão do ex-chefe da polícia civil

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De acordo com as investigações, duas mulheres pagaram parte da mansão de R$ 3,2 milhões do ex-secretário de Polícia Civil do RJ  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 20/10/2026, às 11h46



A compra de uma mansão atribuída ao ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro Marcus Amim foi feita por uma empresa comandada por laranjas do deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil). O imóvel foi comprado por 3,2 milhões em dezembro de 2024. 

Segundo o colunista Tácio Lorran, do portal Metrópoles, os pagamentos aconteceram em três momentos distintos. O primeiro foi em dezembro de 2024 no valor de R$ 160 mil em espécie. Já o segundo ocorreu em abril de 2025 e o terceiro em maio de 2025 no valor de  R$ 1,5 milhão. Os dois últimos foram feitos pela conta do Posto Pendotiba, que tem como donas Luana Oliveira e Luisi Correa Pinho.

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De acordo com a Polícia Federal, Luana Oliveira e Luisi Correa Pinho são laranjas de Márcio Canella em um esquema de postos de gasolina. Elas seriam sócias-laranjas de mais de 80 postos de combustíveis.

“Desse modo, percebe-se que a citada pessoa jurídica não possuía vinculação com o Marcus Amim — o que constitui indício de dissimulação para pagamento de bem, a fim de dificultar a identificação da origem e do real pagador dos recursos”, pontuou o relatório da Polícia Federal.

Ainda conforme o colunista, as investigações apontaram que o inspetor da Polícia Civil Pablo Jukiá, também alvo da operação por integrar o esquema de lavagem de dinheiro, pagou serviços de obra na mansão de Marcus Amim. A quebra de sigilo bancário de Marcus Amim também identificou que, entre abril de 2024 e maio de 2026, houve repasses recorrentes e fixos de aproximadamente R$ 70 mil por mês. As investigações dizem ainda que a Mamim Consultoria Ltda. recebeu R$ 1,8 milhão da Adm Oil Prestadora de Serviços para Postos de Gasolina.

A Adm Oil está registrada em nome de Lesley Almeida de Carvalho, que é, segundo a PF, laranja de Márcio Canella. 

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