Política

Lewandowski deve deixar ministério e Lula já pensa em substituto

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Alguns aliados do presidente defendem que o substituto seja alguém de perfil combativo em posição de destaque  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 27/12/2025, às 09h20



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ter um quebra-cabeça para resolver logo no início de 2026. Ricardo Lewandowski já teria avisado ao mandatário o seu desejo de deixar o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

A conversa entre os dois aconteceu há poucos dias, o petista teria entendido a vontade de Lewandowski e segundo o jornal Folha de S. Paulo, disse que pensaria em um substituto. A expectativa é que ele deixe o cargo nas primeiras semanas do ano que vem.

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Alguns aliados de Lula defendem que o substituto de Lewandowski seja alguém de perfil combativo em posição de destaque, o que está em falta no governo, mas alguns nomes já surgem como possibilidade, como é o caso do é o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Manoel Carlos de Almeida Neto. Governistas ressalvam que ele é um nome mais técnico do que político e que sequer tem se movimentado para assumir o cargo.

Também é mencionado o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Ele, porém, já disse a aliados que não deve assumir nenhum posto no governo. Pacheco foi preterido por Lula na indicação para uma vaga aberta no STF (Supremo Tribunal Federal).

O presidente da República escolheu o advogado-geral da União, Jorge Messias, em vez do senador, que passou a indicar que encerrará sua carreira política. Messias também é mencionado como um possível sucessor de Lewandowski. Nesse caso, porém, Lula teria que retirar a indicação ao STF, o que é improvável.

De acordo com a publicação, as fontes que citaram esses três nomes ressalvaram que não houve um sinal de Lula sobre o assunto –e que ele pode tomar qualquer decisão, inclusive buscar uma quarta pessoa para o posto. Além disso, todos os citados têm perfil discreto, sem a combatividade buscada por setores do governo para disputar o eleitorado.

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