Política

Líder do PL anuncia estratégias para liberar Bolsonaro de medidas cautelares

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De acordo com Sóstenes Cavalcante, as articulações servem para dar "mais do que nunca” voz ao ex-presidente  |   Bnews - Divulgação Arquivo | ABR
Carolina Papa

por Carolina Papa

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 21/07/2025, às 17h31 - Atualizado às 19h36



O líder do Partido Liberal na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que a legenda terá como pauta “número um” a anistia dos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. De acordo com o parlamentar, a oposição adotará estratégias de comunicação para dar "mais do que nunca” voz ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante uma coletiva de imprensa na Câmara dos Deputados, Sóstenes informou que serão criadas três comissões para frear as ações do Supremo Tribunal Federal (STF).

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“Vamos pedir que seja pautado a PEC 333, que muda o foro privilegiado, para que esta perseguição do Supremo Tribunal Federal pare de uma vez por todas. Temos mais de 60 parlamentares respondendo processos no Supremo. Além de esdrúxulos, [esses] inquéritos do fim do mundo, que nunca terminam, estão todos eles centralizados na mão de um único ministro do STF, e o nome dele é Alexandre de Moraes”, pontuou o líder em entrevista na Câmara dos Deputados, nesta segunda-feira (21). 

“Isso tem que acabar, isso não é democrático, isso não é constitucional, isso fere o devido processo legal no país. [...] Nós criamos hoje três comissões de trabalho que vão atuar em todo recesso se houver necessidade. [Foi criada] uma comissão que vai alinhar [...] a nossa comunicação. Uma segunda comissão vai trabalhar [nas] mobilizações internas na Câmara e no Senado para que as nossas pautas finalmente sejam respeitadas por ambos os presidentes das casas e que a gente possa votar. [...] Nós vamos dar voz ao presidente Bolsonaro. Todas essas decisões de censura ao presidente é pensando que ele vai ficar isolado e sem voz”, acrescentou. 

Medidas cautelares

A ordem para a execução de medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro foi expedida na sexta-feira (18) pelo ministro Alexandre de Moraes. O ex-presidente passou a ser monitorado através de uma tornozeleira eletrônica e está impedido de usar as redes sociais. 

Foi determinado também o recolhimento noturno das 19 horas às 7h. Bolsonaro não pode se comunicar com investigados em inquéritos do Supremo Tribunal Federal, incluindo o filho, Eduardo Bolsonaro.

Nesta segunda-feira (21), o magistrado decidiu que o ex-presidente está proibido de dar entrevistas que sejam transmitidas ou transcritas em qualquer plataformas de redes sociais de terceiros. Em caso de descumprimento, Bolsonaro pode ter a prisão preventiva decretada. 

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