Política

Lídice da Mata defende punição a Bolsonaro por ataques à democracia: "Não podemos esquecer o que aconteceu"

Devid Santana/ Bnews
A deputada federal comentou o início dos interrogatórios no processo que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado  |   Bnews - Divulgação Devid Santana/ Bnews

Publicado em 09/06/2025, às 09h11   Yuri Pastori e Tiago Di Araujo



Lídice da Mata (PSB) falou sobre a abertura dos interrogatórios — incluindo o do ex-presidente Jair Bolsonaro — no processo que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Em entrevista ao BNews, na manhã desta segunda-feira (9), durante a autorização do edital para ampliação do metrô de Salvador, a deputada destacou a importância de punir os responsáveis.

"A expectativa é que se faça Justiça. Não é possível que, com tudo o que aconteceu — com estímulo claro, incentivo explícito do presidente da República à quebra da Constituição Federal, de suas regras e da defesa do Estado Democrático de Direito —, o país simplesmente siga em frente. O Brasil tem a mania de esquecer coisas graves, e não podemos permitir que isso seja esquecido", afirmou.

A parlamentar criticou o "comportamento de esquecimento" por parte da sociedade e enfatizou a gravidade do ocorrido, comparando-o ao ataque ao Capitólio, nos Estados Unidos.

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"Até mesmo segmentos da imprensa que condenavam duramente tudo o que aconteceu começam, em função de outros interesses, a 'passar a mão na cabeça'. E até jornalistas de fora do país, inclusive dos Estados Unidos, chamam atenção para o que ocorreu em 6 de janeiro por lá e para o que aconteceu no Brasil. Acho que o Brasil pode dar ao mundo um sinal de que a democracia aqui foi preservada graças às instituições democráticas", disse.

Lídice ainda reforçou sua crítica mencionando outras atitudes do ex-presidente, que considera graves. "O presidente foi contra a vacina, se manifestou diversas vezes contra as regras de proteção à vida das pessoas e, agora, com o fim da pandemia — quando já não há um temor tão direto pela própria vida ou pela vida de seus familiares —, muitos que não perderam entes queridos se sentem à vontade para perdoá-lo. E nós não podemos aceitar isso."

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