Política

Lídice da Mata defende punição a Eduardo Bolsonaro por atuação nos EUA: "Por mim, cassa"

Devid Santana / BNews
Lídice critica a atitude de Eduardo Bolsonaro de se articular com outro governo e impôr sanções ao Brasil  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNews

Publicado em 21/07/2025, às 10h40 - Atualizado às 10h46   Daniel Serrano e Yuri Pastori



Durante a autorização de novos atos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Subúrbio pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), no Terminal da Calçada, em Salvador, nesta segunda-feira (21), a deputada federal Lídice da Mata (PSB) defendeu a cassação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se autoexilou nos Estados Unidos e tenta se manter no cargo à distância. 

Jamais alguém poderia imaginar um cenário em que um deputado sai do país para se articular com um outro governo, para impor sanções ao seu próprio povo, ao seu próprio país, e dá uma declaração de que se o Brasil estivesse que ficar numa situação de terra arrasada, ele acha bom, porque pelo menos será vingado. Quem ele pensa que é para que o povo brasileiro seja posto em sacrifício por ele? É um Deus, por acaso? Quer dizer, é inaceitável. Por mim, cassa", afirmou.

Assista:

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A deputada também criticou a intenção de uso de licença médica pelo parlamentar, sem estar doente. "Eu vi numa reportagem, também usar uma licença, porque ele está como uma licença para interesse pessoal, mas que ele poderia usar uma outra licença que é a licença para tratamento de saúde. Então, seria digamos assim a consolidação de uma prática criminosa, que é você não estar doente e arranjar atestados dizendo que está doente para tirar uma férias parlamentar. É absurdo isso. É totalmente absurdo", continuou. 

Projeto que aumenta número de deputados

A parlamentar também comentou sobre o projeto que altera o número de deputados nos estados com base no Censo populacional. O projeto aprovado foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).  

Assista:

Lídice defendeu que o Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), durante o período da pandemia, foi contestado na Justiça por diversos prefeitos. Ela acredita que será díficil derrubar o veto presidencial e argumentou que a lei precisa de mudanças. 

Você pegar um estado como a Bahia, que é a quarta população do país, pegar o Rio de Janeiro, que é a segunda população do país, e retirar representação política desses estados. Eu estou citando esses dois como exemplo, porque são os maiores. Diminuir a representação desses estados, porque percentualmente perdeu uma parcela da população, mas ele continua sendo o maior do Nordeste, e o Rio de Janeiro, o segundo maior na representação do Brasil, é um equívoco, mostra que a lei precisa ser reformulada", disse.

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