Política
Publicado em 19/01/2026, às 09h34 Matheus Simoni e Yuri Pastori
O secretário de Relações Institucionais da Bahia (Serin-BA), Adolpho Loyola, comentou as articulações políticas para definir a chapa que vai concorrer ao Governo da Bahia em 2026. Em entrevista nesta segunda-feira (19), durante a cerimônia de inauguração da Nova Rodoviária de Salvador, ele se manifestou sobre as recentes críticas do senador Otto Alencar a respeito da formação da chapa "puro sangue", composta por três nomes do PT na majoritária: Jerônimo Rodrigues (governador), Rui Costa (senador) e Jaques Wagner (senador). Para o chefe da pasta, foi o próprio partido que mostrou que a tese já foi bem sucedida nas eleições.
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"Nós temos três bons nomes para duas vagas. Nós vamos apresentar à população baiana a chapa mais competitiva, a chapa com a maior densidade eleitoral. E nós vamos conversar com todos os partidos da base. PSD, MDB, PV, PSB, todos serão ouvidos e consultados. Nosso intuito é este. E as características, como o PT também, que é todos os três nomes da chapa. Todo mundo vai criticar. Isso não está fazendo nada novo", afirmou o secretário.
Se tiver essa chapa, porventura, vingar com os três governadores, toda a Bahia sempre elegeu isso. Quem inovou com essa pluralidade de partidos foi o PT em 2006, quando nós elegemos João Durval na nossa chapa, depois nós tivemos Lídice e Pinheiro, depois nós tivemos o senador Otto Alencar, depois tivemos o senador Coronel. Quem abre espaço para isso sempre foi o PT", acrescentou.
Loyola ainda cobrou "maturidade política" dos partidos que vão integrar a base. Questionado sobre a possibilidade do PSD insistir na eleição de Coronel, mesmo como independente, o secretário defendeu que o arranjo não deixe o que chamou de "sequelas".
"É uma posição do partido, a gente não vai interferir. É uma posição do PSD. Nós sempre elegemos os senadores da base, da nossa base. A gente tem essa preocupação de fazer esse voto casado, de trabalhar para isso. Vai ser uma decisão do PSD. Mas eu acho que nós vamos trabalhar, vamos continuar conversando com maturidade política, nós vamos conseguir resolver a chapa sem deixar sequelas no caminho. Vamos sair com a base unida, com a chapa unida, com o governador, com o vice, com os senadores, nossa chapa federal e estadual, para reeleger o governador Jerônimo e reeleger o presidente Lula", declarou.
Adolpho Loyola declarou ainda que não deve ser discutida uma troca na indicação de vice-governador por parte do MDB. Segundo ele, o posto do partido está mantido e o que se discute é somente a composição para o Senado. A resposta acontece em meio a rumores de que o PSD poderia tomar a cadeira que hoje pertence à legenda emedebista.
A vice não está na mesa. Nós estamos resolvendo a chapa do Senado. Nós vamos fazer essa conversa com todos os partidos da base, não só com o PSD e não só com o Coronel ou a família Coronel. Nós vamos conversar com todo mundo. Aqui é um projeto político de todos os agentes que tem vez e a gente conversa na mesa. Na hora certa, a gente conversa. A vice não está na mesa agora. A vice é do MDB, a vice é o Geraldo Júnior e a gente vai continuar conversando sobre isso", disse o secretário.
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