Política

Lúcio Vieira Lima reage após tentativa do Avante em assumir vice na chapa de Jerônimo

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Ex-deputado Lúcio Vieira Lima afirma que discussões sobre vice não existem e que o MDB se considera com a vaga garantida.  |   Bnews - Divulgação Bnews
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 05/02/2026, às 20h38 - Atualizado às 20h40



O ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima reagiu às especulações sobre uma possível investida do Avante para ocupar a vaga de vice-governador na chapa de reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT), em 2026. Em entrevista ao BNews, o emedebista minimizou o movimento e reforçou que, na avaliação do MDB, a discussão não existe.

“Mera especulação. O Avante já está definido. Vai indicar o suplente de Rui. Já tem o acerto de Rui ser ministro”, afirmou Lúcio, ao comentar os rumores que passaram a circular nos bastidores da base aliada.

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Segundo ele, não há qualquer disputa instalada dentro do grupo governista em torno da vice. “Não tem guerra nenhuma. O MDB se considera com a vice. Não tem o que discutir nada. Não vou negociar o que não é negociável. Vou discutir o quê? Até porque o governador não tocou nada”, disse.

O Avante, que vinha sendo pouco citado nas articulações da chapa majoritária, resolveu nas últimas semanas cobrar mais espaço na campanha de Jerônimo. De acordo com fontes do BNews, a legenda quer usar sua força no interior do estado para exigir maior protagonismo na composição. Um dirigente do partido, sob condição de anonimato, afirmou que “o partido como segundo maior partido em prefeitos da base pleiteia um espaço” e que há diálogo em curso.

Até então, o cenário mais consolidado era o de que o presidente estadual do Avante, Ronaldo Carletto, ficaria com a suplência do senador Rui Costa (PT), diante da perspectiva de o ex-governador assumir um ministério. No entanto, passaram a ganhar força rumores de que a sigla deseja rivalizar com o MDB e pleitear a vice de Jerônimo.

Lúcio também comentou especulações envolvendo o PSD e a possibilidade de a legenda querer a vaga. “Agora tem a especulação de que o PSD quer. Mas o PSD quer para quê? Oferecer a vice a Coronel não impediu a saída dele. Se fosse para impedir, tudo bem. Mas não impediu”, afirmou.

Para o emedebista, não há argumento político que justifique uma eventual retirada do MDB da vice. “Me diga uma razão para tirar a vice do MDB? Qual é o argumento para chegar para isso. Porque não tem nem como abordar”, completou.

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