Política

Luiz Fux tem religião atacada após voto polêmico a favor de Bolsonaro

Antonio Augusto/STF
Após ataques contra Fux, instituição se manifesta e apontra crime de intolerância  |   Bnews - Divulgação Antonio Augusto/STF
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 12/09/2025, às 20h17



O Ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), está sofrendo ataques antissemitas, conforme informou a Confederação Israelita do Brasil (Conib), nesta sexta-feira (12). Os ataques contra o ministro, que é judeu, estão sendo feitos nas rede sociais e decorrem após o magistrado absolver Jair Bolsonaro (PL).

Em nota, postada nas redes sociais, o Conib classificou como “alarmantes” os ataques contra o ministro. A instituição ainda ressaltou que crimes desta categoria, que usam da religião para ofender uma pessoa ou um grupo, são crimes segundo a constituição brasileira. 

A CONIB considera alarmante a explosão de ataques antissemitas contra o ministro Luiz Fux. Pode-se concordar ou não com as suas decisões no STF, mas atacá-lo por sua religião é crime segundo a legislação do nosso país”

Ainda de acordo com a nota, os ataques contra judeus têm crescido no Brasil de forma exponencial, registrando dados recordes desde 2022. “Ataques contra a comunidade judaica brasileira cresceram em 350% desde 2022. A luta contra o antissemitismo e os discursos de ódio é uma só luta, e uma luta de todos”, ressaltou. 

Na quarta-feira (10), o ministro votou em desacordo com os demais magistrados da suprema corte e decidiu absolver o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), junto a cinco outros réus. Fux entendeu que nenhum dos seis que absolveu cometeu crimes aos quais eram acusados pelo caso da trama golpista. O magistrado apenas condenou Mauro Cid e Walter Braga Neto.

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