Política

Lula afirma que Deus deixou o sertão sem água porque "sabia" que ele traria; assista

Ricardo Stuckert / PR
Durante cerimônia, Lula afirma que a seca no sertão é um sinal divino para sua presidência e entrega o Ramal do Apodi  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert / PR
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 28/05/2025, às 22h29



Durante cerimônia realizada nesta quarta-feira (28), em Cachoeira dos Índios (PB), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que "Deus deixou o sertão sem água" porque "sabia" que ele se tornaria presidente e levaria o recurso à região. 

A declaração foi feita na entrega do primeiro trecho do Ramal do Apodi, parte do projeto de transposição do Rio São Francisco.

"Essa era uma obra que muitos duvidavam que fosse sair do papel. Foram 179 anos de promessas de água para essa região. E eu, graças a Deus, descobri uma coisa: Deus deixou o sertão sem água porque sabia que eu seria presidente e traria água para cá", disse Lula, sob aplausos de apoiadores.

Assista:

O presidente estava acompanhado de ministros, entre eles Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Rui Costa (Casa Civil). A visita encerra uma das etapas do programa de infraestrutura hídrica do governo federal, dentro do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). As informações são da CNN Brasil.

O chefe de estado também criticou a falta de políticas públicas efetivas no combate à seca e destacou que foi eleito com ampla maioria de votos no Nordeste em 2022: "Fome por causa da seca é falta de vergonha na cara de quem governa este país", declarou.

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O governo federal estima que o projeto de transposição do São Francisco beneficiará mais de 12 milhões de pessoas no semiárido, embora o sucesso da iniciativa também dependa da atuação dos governos estaduais e municipais.

Mais cedo, em Pernambuco, Lula participou da assinatura da ordem de serviço para a ampliação da capacidade de bombeamento do Eixo Norte do Projeto de Integração do São Francisco. O investimento será de R$ 491,3 milhões.

Durante seu discurso, o presidente voltou a criticar a gestão de seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL): "Não podemos mais votar em tranqueira para repetir o que aconteceu neste país no governo passado", afirmou

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