Política

Lula chama Marco Rubio por apelido inusitado após tarifaço dos EUA

Ricardo Stuckert/Divulgação
Lula afirma que o Brasil não aceitará ser tratado como uma nação insignificante e busca diálogo com os EUA  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert/Divulgação
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 03/06/2026, às 16h05



O presidente Lula (PT) voltou a subir o tom contra os Estados Unidos ao comentar o anúncio de novas tarifas impostas a produtos brasileiros. Durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (3), o cacique do Planalto criticou diretamente o secretário Marco Rubio e afirmou que o país não aceitará ser tratado como uma “republiqueta insignificante”.

Na fala aos ministros, o petista disse que pretende procurar Donald Trump para discutir o tema e avisou que o país poderá buscar novos parceiros comerciais caso não haja disposição dos americanos para negociar.

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“Nós somos grandes, temos muita história e não podemos aceitar o tratamento que os EUA deu ao Brasil esta semana”, declarou Lula. Em outro momento, o presidente disparou contra Rubio: “Esse Marco Rubio não gosta da América Latina e muito menos do Brasil, ele é um latino-americano frustrado”.

Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação 

A reunião ministerial ocorreu em meio ao aumento da tensão comercial entre os dois países. Durante o encontro, uma tela exibida no Palácio do Planalto trazia a frase “o Pix é do Brasil”, numa reação às acusações feitas pelo Escritório do Comércio dos Estados Unidos (USTR). O órgão americano sustenta que o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos estaria sendo utilizado em práticas consideradas desleais de comércio.

Ao discursar, Lula também relacionou o embate com os EUA à defesa da soberania nacional e ao fortalecimento da democracia brasileira. Segundo ele, o país precisa reforçar o multilateralismo e atuar de forma independente nas relações internacionais.

“O que é importante vocês saberem é que estamos num momento decisivo para que a sociedade brasileira, e até parte da sociedade mundial, reconheça o fortalecimento da democracia no nosso país”, afirmou.

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