Política
por Anderson Ramos
Publicado em 22/09/2026, às 12h09
Ao final do seu discurso na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre as eleições no Brasil e alfinetou o seu principal adversário na disputa, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
No dia 4 de outubro milhões de brasileiras e brasileiros irão às urnas definir o seu destino. Não vão apenas eleger o Presidente da República, os governadores estaduais, e os representantes do Poder Legislativo. Vão decidir entre democracia e negacionismo. Se o Brasil vai avançar rumo ao futuro de mais oportunidades ou regressar a um passado de exclusão”, disse o petista.
Em sua fala de pouco mais de 20 minutos, o presidente defendeu o processo eleitoral no país e fez uma defesa enfática da soberania brasileira para os líderes mundiais.
“Temos um pleito competitivo que todos os candidatos desfrutam da mais ampla liberdade de expressão. Sabemos de alguns abusos dessa liberdade para se associar a interesses estrangeiros contrários ao país. Não subestimamos as redes de desinformação que buscam desvirtuar o debate ao longo da campanha. Construímos um sistema eleitoral moderno e robusto sob um olhar atento de uma sociedade plural e de uma imprensa livre.Não permitiremos que os inimigos da democracia, internos e externos atentem contra a vontade popular. A democracia brasileira continuará sendo soberana e ninguém nos afastará desse caminho”, afirmou Lula.
Logo no início de sua fala, Lula criticou a atuação das Nações Unidas em impedir ou a acabar com conflitos armados. Ele ressaltou que o planeta passa atualmente pelo maior número de disputas desde a segunda guerra mundial.
O petista também cobrou uma atuação mais enérgica do Conselho de Segurança que segundo ele, tem falhado na missão de buscar a paz. Ele também sugeriu que os membros se reúnam para reverter o atual quadro global.
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