Política
Publicado em 01/04/2025, às 10h04 - Atualizado às 10h04 Cadastrado por Daniel Serrano
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem tendo encontros quase diários com o ministro da Secretaria de Comunicação (Secom), Sidônio Palmeira. Desde a posse do publicitário, em 14 de janeiro, até essa segunda (31), já se passaram 76 dias e as reuniões só não ocorreram em 24 oportunidades. É o que diz um levantamento feito pelo portal R7. Uma nova reunião está prevista para esta terça-feira (1°).
Apesar dos encontros, a popularidade de Lula segue em baixa desde o início do ano. O presidente trocou o comando da Secom, anteriormente comandada pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT), em meio a críticas públicas à divulgação das ações do governo federal, de responsabilidade da pasta.
O primeiro encontro entre Lula e Sidônio ocorreu no dia 10 de janeiro, antes mesmo do publicitário assumir a pasta. As conversas também ocorreram nos dias 13 e 14. Ele começou na Secom em meio à crise do Pix e à alta do preço dos alimentos.
Para tentar melhorar a comunicação do governo, Sidônio reuniu, há duas semanas, as assessorias de comunicação dos ministérios e órgãos ligados ao governo para alinhar as estratégias a serem usadas na informação de serviços, programas e políticas públicas.
Além disso, com Sidônio à frente da Secom, Lula aumentou as entrevistas concedidas à imprensa. Desde a posse do novo ministro até essa segunda (31), foram 20 conversas e um pronunciamento em rede nacional de TV e rádio contra 11 entrevistas dadas no mesmo período do ano passado.
Sidônio também trocou o secretário de Imprensa, com a saída de José Chrispiniano para dar lugar a Laércio Portela. O comando da secretaria de Estratégias e Redes também foi trocado. Brunna Rosa, que coordenou a comunicação digital do petista na campanha eleitoral de 2022, saiu para Mariah Queiroz no posto.
Apesar das mudanças, a popularidade de Lula segue em baixa. A pesquisa Ipsos-Ipec divulgada em 13 de março mostrou que 41% dos brasileiros avaliam a gestão como ruim ou péssima, contra 27% dos que a classificam como ótima ou boa.
O cenário negativo de março segue nos meses anteriores. No fim de janeiro, pesquisa Genial/Quaest mostrou que a desaprovação ao trabalho do presidente subiu dois pontos porcentuais na comparação com dezembro de 2024, de 47% para 49%. No período, a aprovação oscilou cinco pontos para baixo, de 52% para 47%.
Em fevereiro, o Datafolha apontou que 41% dos eleitores reprovam o presidente, o maior número já registrado pelo levantamento considerando os mandatos anteriores de Lula.
Ao assumir a Secom, Sidônio disse que Lula pediu a ele “uma comunicação perfeita”. O publicitário revelou ainda que o objetivo era aumentar a popularidade do governo e destacou a necessidade de melhorar a comunicação digital e a presença do Executivo nas redes sociais.
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