Política

Lula promete comprar celular se 'Exército' no WhatsApp atingir 5 milhões de inscritos

Ricardo Stuckert
Lula disse que 'usou o celular da Janja' para entrar no Exército do Lula, canal no WhatsApp que já tem 4,3 milhões de inscritos  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 15/10/2026, às 16h03



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, prometeu comprar um celular caso o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, alcance a marca de 5 milhões de inscritos. A informação foi confirmada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pela administração da comunidade digital, que atualmente reúne cerca de 4,3 milhões de seguidores.

A promessa foi mencionada por Janones em um vídeo ao lado de João Campos, presidente nacional do PSB e ex-prefeito do Recife, após a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.

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Na gravação, o deputado afirmou que Lula compraria um aparelho caso o canal atingisse a meta de inscritos. Em tom de brincadeira, o presidente disse que vai usar o celular de Janja para entrar no canal.

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Em entrevista à Folha de S.Paulo, Janones contou que conversou com o presidente na manhã de quarta-feira (14), quando o compromisso teria sido assumido. Segundo o parlamentar, a intenção é que Lula passe a interagir diretamente com os participantes do canal.

Nova estratégia de comunicação digital

Caso a promessa se concretize, a iniciativa representará uma mudança na rotina de comunicação do presidente, que não costuma utilizar um celular próprio e geralmente recorre aos aparelhos de pessoas próximas para se comunicar.

A movimentação ocorre em meio à tentativa da campanha de Lula de ampliar sua presença nas redes sociais. Depois de ficar atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, o candidato à reeleição passou a investir em vídeos verticais, gravados no formato de selfie, estratégia que antes encontrava resistência do petista.

Além da mobilização política, a comunidade passou a ser alvo de uma disputa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 11 de outubro, o ministro Kassio Nunes Marques determinou a suspensão do canal, sob o argumento de que ele era utilizado para orientar seguidores a reproduzir conteúdos já considerados falsos pela Justiça Eleitoral.

No mesmo dia, o corregedor da Corte restabeleceu o funcionamento do espaço até que o plenário analisasse o caso.

Na terça-feira (13), Nunes Marques voltou a suspender o canal, mas determinou que a liberação ocorresse em até 48 horas, após a campanha de Lula realizar o registro oficial da comunidade perante a Justiça Eleitoral. Na quarta-feira (14), o ministro autorizou a retomada antecipada do funcionamento.

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