Política
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou as relações do Brasil com os diversos países do mundo e o papel do governo brasileiro diante dos conflitos. Em entrevista ao podcast Meteoro Brasil nesta quarta-feira (5), em Brasília, o petista revelou ter entrado em contato com países que são membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele prometeu que também ligará para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para cobrar que o colegiado se reúna para tratar das guerras em curso no planeta.
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O Brasil vive um extraordinário momento na sua relação internacional. Todo mundo sabe que o Brasil não quer briga com ninguém. O Brasil quer paz com todo mundo e muita tranquilidade, a gente está discutindo com todos os países a questão da paz", declarou Lula.
O presidente ainda reforçou o papel do Brasil em organizações como o G20, Mercosul, Celac e Brics.
"Pensava-se alguns que Putin iria ganhar em três meses. Pensavam outros que a União Europeia e os EUA iriam colocar muito dinheiro e que a Ucrânia iria destruir a Rússia. Não aconteceu nem um e nem outro. Está parada a guerra indo para cinco anos. Estamos vendo que estamos com dificuldade de acordos. A ONU não funciona mais como deveria funcionar. O Conselho de Segurança, os membros permanentes são França, Inglaterra, Rússia, China e EUA. Eles não se reúnem, então ninguém discute nada", pontuou.
Semana passada eu liguei para o Xi Ji Ping para falar do Conselho de Segurança se reunir. Ontem eu falei com meu amigo Putin para ele se reunir. Vou falar com o presidente Trump também. São cinco pessoas, cinco! Se reúnam. Toma um café, um uísque, um vinho...qualquer coisa! Se reúnam para decidir o que vão fazer com o mundo", acrescentou o chefe do Poder Executivo.
Lula elencou diversos problemas que estão ocorrendo no planeta e voltou a falar de Israel. O presidente afirmou que cabe à ONU se reunir e tentar consenso em relação à paz.
"A guerra na Ucrânia, que era para acabar logo, já tá em cinco anos. Os EUA matou o Kamenei, achou que tinha ganhado a guerra. Mal tinha começado. Agora todos nós somos vítimas do cerco do petróleo no Estreito de Ormuz. Todo mundo está pagando o preço. Aqui no Brasil nós tomamos atitude para não permitir que o preço da guerra não chegue no bolso do povo. Israel continua invadindo casa, matando palestino, libanês e achando que é dono do mundo. E você não tem, a nível internacional, uma esfera para discutir isso e chamar a negociação", disse.
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