Política

Lula reage após fim da checagem de fatos da Meta; veja o que ele disse

Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
Lula também afirmou que fará uma reunião para discutir sobre o assunto  |   Bnews - Divulgação Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Publicado em 09/01/2025, às 14h28   Luana Neiva



Em meio às mudanças anunciadas pela Meta, empresa que controla o Facebook e Instagram, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou como 'grave' a decisão do CEO da companhia, Mark Zuckerberg, de acabar com o sistema de checagem de conteúdos publicados de ambas redes sociais. 

“Eu acho que é extremamente grave as pessoas quererem que a comunicação digital não tenha a mesma responsabilidade de um cara que cometa um crime na imprensa escrita”, disse o petista.
Lula também afirmou que fará uma reunião na tarde desta quinta-feira (9) para discutir as mudanças da empresa. “Nós queremos, na verdade, que cada país tenha a sua soberania resguardada. Não pode um cidadão, não pode 2 cidadãos, não pode 3 cidadãos acharem que podem ferir a soberania de uma nação”, disse.
Entenda o caso
Nesta terça-feira (7), o criador da Meta, Mark Zuckerberg, que controla Facebook, Instagram e Whatsapp anunciou algumas mudanças em relação às políticas de moderação de conteúdo de suas redes sociais.
O CEO da empresa ainda ressaltou que as políticas atuais de verificar tudo o que é publicado e as práticas de moderação de conteúdo 'foram longe demais'. Para Mark, é preciso 'restaurar a liberdade de expressão' no Facebook e no Instagram.

De acordo com as novas diretrizes, suas plataformas permitirão publicações que associem pessoas LGBTQIA+ a “transtornos mentais”.

“Permitimos discussões sobre doenças mentais ou anormalidades relacionadas à orientação de gênero ou sexualidade, considerando o discurso político e religioso sobre transexualidade e homossexualidade, bem como o uso comum e não sério de palavras como ‘esquisito'”, diz trecho da nova política da empresa sobre discurso de ódio, publicada em seu site.

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