Política

Lula recusa reunião com Trump: "Fala muito e ouve pouco”

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Lula afirma que entregou proposta escrita ao governo dos EUA  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram - Ricardo Stuckert / PR
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 17/06/2026, às 17h36 - Atualizado às 17h36



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revelou nesta quarta-feira (17) que não solicitou uma reunião bilateral com  o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.  

Em entrevista coletiva após participar do encontro do G7, que aconteceu na França, o brasileiro Lula condenou a postura do governo dos EUA durante as negociações com o Brasil para tratar das tarifas e o enfrentamento ao crime organizado. O presidente brasileiro disse ainda que Trump “continua agindo como um imperador”.

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“Eu não pedi bilateral ao Trump porque nós estamos em negociação. Eu acho que o que ele fez foi uma coisa desaforada com o Brasil. É por isso que eu disse que ele continua agindo como um imperador. Nós estávamos fazendo acordo. O [ministro das Relações Exteriores] Mauro Vieira  e meu ministro do Comércio [Fernando Elias Rosa] estão tratando com o ministro do Comércio dele. Estamos negociando”, afirmou.

Lula revelou ainda ter entregue a posição do governo brasileiro sobre o combate ao crime organizado por escrito, porque Trump “fala muito e ouve pouco”.

“Se ele quiser combater o crime organizado, o Brasil está muito disposto. Inclusive dizendo para ele que são eles que contrabandeiam armas para o Brasil. Todas as armas que a Polícia Federal apreende no Brasil vêm de Miami. E que o estado de Delaware faz lavagem de dinheiro de bandidos brasileiros. E entreguei por escrito, porque eu não quero só falar. Porque o presidente Trump fala muito e ouve pouco”, completou o petista.

No dia 5 de junho, os Estados Unidos anunciaram que passaram a classificar o Comando Vermelho e o PCC como grupos terroristas. A medida é uma forma do governo dos EUA para combater grupos terroristas internacionais, cartéis de drogas e organizações armadas transnacionais.

No entanto, o governo brasileiro critica a medida por entender que a medida por entender que a decisão é uma ameaça à soberania brasileira. 

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