Política

Maduro e esposa teriam sido retirados à força de casa; Trump afirma que líder venezuelano foi levado para Nova York

Montagem/Exame
Maduro e esposa capturados em operação dos EUA  |   Bnews - Divulgação Montagem/Exame
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 03/01/2026, às 12h40



O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, teriam sido retirados à força de sua residência por forças especiais dos Estados Unidos durante uma operação militar de grande escala realizada na madrugada deste sábado (3).

Segundo as informações divulgadas, o casal venezuelano foi surpreendido por volta das 3h da manhã (horário de Brasília), enquanto dormia. A ação teria sido ordenada pelo presidente norte-americano Donald Trump e executada pela Força Delta, unidade de elite do Exército dos Estados Unidos. A operação não teria registrado baixas entre as tropas americanas.

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O conhecimento público da ação ocorreu após uma publicação feita pelo próprio Trump nas redes sociais.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa”, afirmou o presidente norte-americano.

Com o paradeiro do casal inicialmente indefinido, Trump voltou a se manifestar e declarou que Maduro e sua esposa teriam sido levados para um navio com destino a Nova York.

Segundo ele, o presidente venezuelano estaria sendo transportado em uma das embarcações da Marinha dos Estados Unidos, que estavam posicionadas no Caribe.

Durante entrevista à rede Fox News, Trump também afirmou que os EUA passarão a estar “fortemente envolvidos” com a indústria petrolífera da Venezuela. Apesar da declaração, ele não detalhou como se dará esse envolvimento, mas destacou que a China continuará recebendo petróleo venezuelano.

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Questionado sobre a possibilidade de a líder da oposição, María Corina Machado, ser colocada no poder com apoio dos Estados Unidos, Trump afirmou que “ainda está decidindo sobre o futuro da Venezuela”. Ele também citou a vice-presidente Delcy Rodríguez como uma das possibilidades.

O presidente norte-americano declarou ainda que assistiu à prisão de Maduro por transmissão ao vivo.“Foi como assistir a um programa de televisão”, disse.

Trump acrescentou que a operação militar estava prevista para ocorrer quatro dias antes, mas teria sido adiada devido a condições climáticas adversas. Ele também afirmou que conversou com Maduro cerca de uma semana antes da ação e que o governo venezuelano teria tentado negociar uma saída pacífica do poder.

“Eles quiseram negociar no final, mas eu não quis”, afirmou.

Segundo Trump, Maduro e sua esposa teriam sido capturados em Caracas, capital venezuelana, e levados por um helicóptero das Forças Armadas dos EUA até o USS Iwo Jima, navio de guerra da Marinha americana que estava no Caribe desde o fim do ano passado. O presidente, no entanto, não informou o destino final do casal.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou não saber onde Maduro se encontra e exigiu uma prova de vida por parte do governo dos Estados Unidos.

Caracas também teria sido atingida por explosões. Segundo a Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em um intervalo de aproximadamente 30 minutos. Moradores de diferentes bairros relataram tremores, barulho de aeronaves e correria nas ruas. Parte da cidade ficou sem energia elétrica, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul da capital.

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