Política
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 11/09/2026, às 14h34
Os jornalistas Malu Gaspar e Octavio Guedes discutiram ao vivo na GloboNews nesta sexta-feira (11), sobre a necessidade de tornar públicos novos documentos relacionados ao caso Master. O debate ocorreu após Guedes afirmar que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defendem ter acesso ao conteúdo completo da investigação antes do julgamento previsto para terça-feira (15).
Malu perguntou qual documento, na avaliação de Guedes, ainda deveria ser divulgado. “Eu quero entender que tipo de documento o Otávio ainda acha que precisa vir à tona”, questionou.
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Guedes respondeu que a cobrança não partia dele, mas de ministros do Supremo com quem conversou. Segundo o jornalista, integrantes da Corte consideram necessário conhecer todo o material da investigação antes de tomar uma decisão sobre o caso.
Malu, não sou eu. Estou dizendo que ouvi ministros que alegam que para julgar o caso eles precisam ter conhecimento de todo o material”, afirmou.
Durante a resposta, Guedes também ressaltou que não participará do julgamento e que sua função é relatar as informações obtidas junto aos ministros.
Estou aqui como repórter, ouvindo e trazendo informações, não estou advogando para ninguém”, disse.
Segundo Guedes, os ministros receberam pela manhã um link com documentos relacionados à investigação, mas o conteúdo disponibilizado não reuniria todos os arquivos do caso.
O jornalista afirmou ainda que os integrantes do Supremo devem receber um HD com outros materiais, cujo conteúdo, segundo ele, ainda não seria conhecido pelos ministros.
A discussão ocorre poucos dias antes da sessão do STF marcada para terça-feira, quando a Corte deverá analisar o pedido de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. A discussão sobre quais documentos estarão disponíveis aos ministros também entrou no debate sobre a análise do caso.
Guedes reiterou que a defesa pelo acesso integral aos documentos não era uma posição pessoal, mas uma demanda atribuída aos próprios ministros.
Não estou advogando para ninguém. Estou dizendo que os ministros alegam que, para tomarem uma decisão, precisam ter conhecimento do todo e não da parte”, completou.
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