Política
O empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", abandonou a construção da mansão em Brasília, logo após a Polícia Federal (PF) deflagrar a Operação Sem Desconto, em de abril deste ano.
O imóvel está localizado em uma rua sem saída em um dos metros quadrados mais caros de Brasília. A obra da casa está parada desde a segunda quinzena de maio e sem expectativa de ser retomada. As informações são da coluna de Tácio Lorran, no site Metrópoles.
De acordo com a publicação, o "Careca do INSS" teria avisado aos fornecedores que teve seus bens bloqueados e, com isso, não conseguiria dar prosseguimento à obra. O local passou a ser visto pelos vizinhos como um “elefante branco” na região.
A PF avalia que, levando em conta os preços do metro quadrado praticados pelo mercado imobiliário na região, o imóvel custa mais de R$ 9 milhões. O terreno conta com 2.109 m², sendo 845 m² de área construída.
O casarão foi comprado pelo empresário em abril de 2024. Ele pagou R$ 3,3 milhões à vista pelo imóvel. Em seguida, o "Careca do INSS" mandou demolir a antiga casa e passou a construir uma nova. A obra passou a chamar a atenção da vizinhança pela imponência do empreendimento.
O imóvel conta com 7 metros de altura, bem maior do que as demais casas da rua. De acordo com o projeto, o casarão conta com cinco quartos, área gourmet, sala de cinema, adega e cinco vagas de garagem. Na área externa está prevista uma piscina de 74 m², pergolado, academia, salão de jogos e uma espécie de galpão de 135 m² para acomodar 14 carros.
No entanto, quem passa pelo local vê a obra abandonada. O terreno conta com tapumes metálicos na fachada e um outdoor com o desenho arquitetônico do imóvel. A única movimentação no local são de galinhas que passeiam livres pelo terreno.
O casarão do "Careca do INSS" foi apelidado de “Monstrengo” pelos vizinhos, que não escondem a indignação com a obra. “Isso aqui é um elefante branco. É de uma cafonice. Coisa de roubo”, criticou um morador.
Outro vizinho do imóvel lembra da movimentação no terreno antes da operação da Polícia Federal, ainda em abril. “Eram caminhões e mais caminhões de concreto”, descreve. “Então, de uma hora para outra, parou a obra. ‘Será que acabou o dinheiro?’, me perguntei.”
Apesar de nunca ter trabalhado no INSS, Antonio Antunes ganhou o apelido pela influência que tinha dentro do instituto.
A ação da PF investiga um esquema que fornecia descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a PF, ele é suspeito de ser um dos operadores do esquema que fraudava descontos irregulares em folhas de pagamento de aposentados e pensionistas do INSS.
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