Política

Marçal usa processo de outra pessoa com mesmo nome para acusar Boulos de consumir cocaína

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O caso em questão se refere a Guilherme Bardauil Boulos, acusado de consumo de maconha em 2001  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Band
Melissa Lima

por Melissa Lima

melissa.lima@bnews.com.br

Publicado em 28/08/2024, às 17h34



O dossiê que o candidato à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB), promete apresentar contra o adversário Guilherme Boulos (PSOL) para acusá-lo de uso de cocaína contém um processo por “posse de drogas para consumo pessoal”, protagonizado por outra pessoa com o mesmo nome do psolista. A informação foi publicada nesta quarta-feira (28) pela Folha de S. Paulo.

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Desde o início da campanha, Marçal tem associado Boulos ao consumo de cocaína sem qualquer prova, chegando a chamar o candidato do Psol de “aspirador de pó”.  A Justiça Eleitoral determinou, inclusive, que o ex-coach removesse das redes sociais  vídeos em que faz a acusação.

Segundo o jornal, o dossiê preparado por Marçal contém uma série de processos judiciais procurados apenas com as palavras-chave “Guilherme” e “Boulos”, e não por um documento oficial como CPF. A listagem, portanto, não dispõe de qualquer detalhamento e inclui uma série de ações de reintegração de posse envolvendo o nome de Boulos.

Quem verdadeiramente responde ao processo por “posse de drogas para consumo pessoal” não é Guilherme Castro Boulos, candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, e sim Guilherme Bardauil Boulos, um empresário que hoje é candidato a vereador da capital paulista pelo Solidariedade.

Guilherme Bardauil Boulos esclareceu à reportagem que o caso envolveu maconha, e não cocaína. 

“Houve esse incidente quando eu tinha 21 anos e foi um ato imprudente que ocorreu na minha juventude na época de faculdade. Mas isso é coisa do passado, que aconteceu há 23 anos”, escreveu ele por mensagem.

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